Melhoramento genético do feijoeiro

Banco de germoplasma do Iapar facilita a criação de novas cultivares

Nivea Schunk
Grãos

O desenvolvimento de novas cultivares de feijoeiro com alto potencial de rendimento, resistência às doenças e fatores climáticos adversos, gerou resultados de boa qualidade tecnológica e nutricional. Este foi o resultado aferido pela pesquisadora Vânia Moda Cirino, que vem trabalhando na área de melhoramento e genética vegetal do Instituto agronômico do Paraná (Iapar) desde 1986.

A equipe de pesquisas dispõe de um banco de germoplasma com aproximadamente 8.400 acessos, que possibilita a recombinação de toda a multiplicidade genética necessária ao desenvolvimento de novas cultivares. Portanto, os métodos de melhoramentos convencionais são bastante utilizados para aumentar a frequência de genes desejáveis a cada ciclo de seleção dentro da população trabalhada.

— Ao longo desses anos todos, já obtivemos algumas variedades que têm contribuído de maneira significativa para o crescimento do negócio agrícola brasileiro. A Iapar 81 é um dos grandes marcos do nosso programa. De porte ereto, a variedade favorece a colheita mecânica, resiste bem à seca e ao calor, além de ter ótimo potencial de rendimento econômico. Os agricultores já a utilizam há cerca de 12 anos e continua sendo muito bem aceita — Afirma Vania.

Já os pequenos produtores se beneficiam de materiais resistentes a solos ácidos e doenças, que conseguem elevar os níveis de comercialização, como a IPR Graúna e IPR Gralha. Mais recentemente, o instituto também colocou à disposição dos agricultores a primeira cultivar de feijão branco no País. Batizada de IPR Garça, apresenta grãos grandes de excelente qualidade tecnológica, voltada aos mercados interno e externo.