O sistema agrossilvipastoril não é a última novidade, mas apesar dos benefícios ainda é pouco utilizado no Brasil. A técnica explora a terra de forma mais sustentável, com mais inteligência e pouca degradação ambiental.
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— O sistema vem de encontro com o que está acontecendo hoje no mundo, com a diminuição de áreas suficientes para o cultivo, a preocupação ambiental e a questão do desmatamento. O principal objetivo do sistema é otimizar as áreas agricultáveis — diz o pesquisador Roberto Giolo, da Embrapa, que deu uma palestra sobre o assunto no Showtec 2010, no início de fevereiro.
O uso da terra é mais eficiente porque há diversidade de culturas e rotatividade de sistemas. Vários produtos são tirados da mesma área. Com isso, o solo é mais bem aproveitado e fica menos danificado. A utilização de árvores dentro do sistema ajuda na questão do sequestro de carbono, diminuindo a quantidade de poluentes no ar.
— O componente arbóreo melhora as condições físicas, químicas e biológicas do solo, melhora a umidade e modifica o microclima do local. Isso influencia todo o sistema, melhorando a qualidade das culturas — explica o pesquisador.
O sistema, que engloba a silvicultura, atividade pecuária e a agrícola, é complexo e exige um manejo mais cuidadoso do produtor. Mas quem se preocupar em investir no sistema e se dispor aos cuidados que ele requer vai se beneficiar com as vantagens econômicas, garante Roberto Giolo.
— O produtor fica menos refém dos riscos agrícolas. Se algum produto está com problema de venda ou queda de preço no mercado, ele tem outras opções de exploração que podem ser utilizadas para receita — aponta Giolo.