A avaliação visual não é o suficiente para detectar a população de pragas presentes em uma lavoura. Para a correta amostragem de algumas pragas como as lagartas desfolhadoras, percevejos sugadores e outros insetos utiliza-se o pano-de-batida. A Fundação MS orienta que o pano deva ser de cor branca com um metro de comprimento e a mesma medida de largura, preso em duas varas de forma a ficar estendido em uma fileira de soja e a outra parte sobre a fileira ao lado.
O método de contagem dos insetos ocorre quando as plantas que abrangem a área do pano são sacudidas vigorosamente sobre o mesmo, onde ocorrerá a queda dos insetos que devem ser contados. Os pesquisadores recomendam que esta prática seja feita em vários pontos da lavoura para que a média de todos os pontos seja efetuada. Se a lavoura tiver um espaçamento reduzido das entrelinhas e plantas bem desenvolvidas, é útil usar o pano-de-batida, assim como bater apenas as plantas de um das fileiras.
Para avaliar a ocorrência principalmente dos percevejos, as amostragens deve ser feitas até as dez horas da manhã ou a tarde quando há pouca presença dos insetos, o que possibilita a sua contagem sobre o pano. As avaliações devem ser feitas desde o início da formação de vagens até a maturação fisiológica. Nos períodos de colonização da soja pelos percevejos, as amostragens devem ser constantes, com maior intensidade, nas bordaduras da lavoura, onde esses insetos iniciam seus ataques. Nesta mesma área, deve-se examinar todas as parte da planta como hastes, pecíolos, ponteiros e vagens.
É recomendável pelo menos seis amostragens para áreas de até 10 hectares, oito para áreas de 30 hectares e 10 amostragens para áreas de até 100 hectares. Acima de 100 hectares, a divisão de talhões de 100 hectares é recomendável. Para a contagem das pragas de hábito subterrâneo, o método utilizado é a a amostragem de solo, preferencialmente nas linhas de soja.