Para o controle da lagarta-de-cartucho, a Fundação MS orienta ao produtor dois métodos: o controle biológico e o controle químico.
Nos estudos realizados, quanto ao controle biológico, observou-se que os predadores de lagartas, (besouros, percevejos e tesourinhas), predadores de ovos (tesourinhas), parasitóides de lagartas e parasitóides de ovos são considerados importantes agentes de controle da lagarta-do-cartucho.
Referente ao controle químico, inseticidas como carbamatos (carbaril, metomil e tiodicarbe) podem ser utilizados eventualmente, sendo que, essas aplicações podem não apresentar eficácia. O pesquisador Ricardo Barros explica que quando o produtor perceber 10% de plantas atacadas (folhas raspadas) é hora de fazer o monitoramento da cultura e aplicação de produtos. Porém, se ocorrer corte das plantas, as medidas de controle devem ser mais rápidas. Em casos de danos mais elevados, é recomendado que seja feito jato de pulverização, durante a noite, com alto volume de calda na base das plantas.
Métodos adicionais para o controle da lagarta-do-cartucho
Como recomendação da Fundação MS, para que o produtor evite perdas de rendimento causadas pelas pragas, alguns aspectos devem ser considerados na escolha e utilização de híbridos de milho em uma determinada área:
- o sistema de produção utilizado, o nível de produtividade e retorno econômico esperado;
- as principais pragas que podem prejudicar a lavoura;
- o potencial de infestação das mesmas;
- os métodos disponíveis para o controle;
- alcançar a maior eficiência econômica.
É importante lembrar que as lavouras cultivadas com o milho transgênico, em algumas situações necessitam da adoção de medidas adicionais para o controle da lagarta-do-cartucho. Para os pesquisadores, isto baseia-se em três pontos principais: interações genéticas (alguns híbridos são mais susceptíveis ao ataque da lagarta, sendo preferidos pela praga), pressão (frequência e intensidade) da praga e no nível tecnológico do produtor.