O primeiro passo para a realização da amostragem é dividir a área em glebas de solo homogêneas, levando em consideração o tipo de solo, a topografia, a vegetação e o histórico de utilização. O processo consiste em coletar amostras do solo na profundidade de 0-20 centímetros, com a pá de corte, para análise dos atributos de acidez, macronutrientes, micronutrientes e textura, e na profundidade de 20-40 centímetros, com trado de rosca, para análise dos atributos de acidez e macronutrientes.
Cada condição de solo merece uma amostra composta, que é constituída de, no mínimo, 24 amostras simples. No caso de áreas de abertura ou áreas onde há vários anos toda a a adubação é realizada a lanço, pode-se coletar amostras simples ao acaso, com o cuidado de não realizar coletas próximo a brejos, voçorocas, árvores, sulcos de erosão, formigueiros, etc. Já em áreas que recebem adubação no sulco de plantio, a amostra composta é constituída de 24 amostras simples, sendo 4 delas coletadas na linha e 20 nas entrelinhas, com o mesmo cuidado citado acima.
As amostras simples são misturadas em um recipiente e, desse volume de solo, 500g de cada profundidade são enviados imediatamente ao laboratório de análise. A Fundação MS recomenda a opção por laboratórios que façam parte de uma rede com controle de qualidade interlaboratorial e disponibilize o resultado entre 15 e 20 dias.
A interpretação dos resultados só será segura e confiável se houver a soma de três fatores: o conhecimento histórico da área, uma amostragem eficiente e uma boa análise posterior no laboratório. A partir dos resultados, é possível traçar estratégias de manejo da fertilidade.
Saiba mais sobre o assunto