É muito comum o produtor encontrar o percevejo barriga-verde em áreas das lavoura de milho. Após a colheita da soja no verão até a emergência do milho safrinha, o local escolhido pela praga para abrigo são as touceiras de plantas daninhas e torrões. Uma vez que o barriga-verde é a praga secundária da soja, é de suma importância a realização de um controle eficaz para seu manejo a fim de reduzir a população de percevejos para a safrinha. Neste sentido, utilizar o método de pulverizações no final do ciclo da soja resulta na qualidade dos grãos, além de diminuir as populações de percevejos para as culturas seguintes.
Geralmente, em áreas com histórico de ocorrência do percevejo barriga-verde, os produtores têm feito aplicações de inseticidas de forma preventiva. O processo consiste em misturar produtos ao herbicida usado no processo de dessecação que é utilizado no sistema de plantio direto. Para o sucesso desse procedimento, é fundamental que o produtor leve sempre em consideração os resultados de uma boa vistoria da área a ser dessecada, para assim determinar a ocorrência ou não de pragas. Porém, é importante lembrar que estas vistorias sejam realizadas pela manhã devido ao hábito deste percevejo de se abrigar durante o dia.
Os estudos da Fundação MS indicam que plantas iscas de milho podem ser cultivadas em canteiros próximos às áreas onde será cultivado o milho safrinha. Esta é uma tática utilizada para atrair exemplares da praga, além de servir como complemento das vistorias nas palhadas, onde se deve observar a presença dos insetos e os danos nas plantas.
Tratamento de sementes com inseticidas
Considerado ecologicamente mais seletivo que as pulverizações, o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos é uma boa alternativa no controle do percevejo barriga-verde. Contudo, vale lembrar que caso ocorra alta infestação da praga, a utilização do tratamento de sementes como medida isolada de controle pode apresentar falhas. Segundo o pesquisador Ricardo Barros, isto ocorre porque para ser controlado o percevejo tem que realizar a picada de prova na planta, ingerir certa quantidade de seiva da planta tratada com inseticida sistêmico, intoxicar-se e morrer. Com isso, vários percevejos antes de morrer realizam a picada de prova em uma mesma planta, o que aumenta a chance do inseto sugador atingir o ponto de crescimento das plântulas de milho, acarretando na produção e morte da planta.
A Fundação MS lembra que nestas áreas altamente infestadas, o produtor deve realizar o tratamento de sementes associado a pulverizações de parte aérea com inseticidas que apresentem bom efeito de choque associado à ação sistêmica. É importante não esquecer que o limite máximo para realizar esta aplicação é de até sete dias após a semeadura.
Inseticidas recomendados para o controle de percevejo barriga-verde.
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