Alguns métodos de controle são recomendados pela Fundação MS para o manejo do pulgão-de-milho. Entre eles, o pesquisador Ricardo Barros destaca:
1 - Controle Natural: devido à existência de diversos inimigos naturais, as populações do pulgão-de-milho são mantidas sob controle frequentemente. Como mostra a figura, esses inimigos quando juntos aos pulgões, transformam-os em indivíduos denominados de “múmias”.
2- Uso de práticas agronômicas: Para efetuar táticas de manejo, é aconselhável que o produtor observe os híbridos de milhos mais suscetíveis ao pulgão. Para que não haja a migração da praga em lavouras mais velhas para outras mais novas, deve-se evitar o escalonamento de plantios das áreas de milho. Além dessas recomendações, o produtor deve lembrar que os plantios de milho safrinha mais tardios são sujeitos a longos períodos de estiagem, o que favorece o ataque da praga.
Uma estratégia que também é eficaz no manejo do pulgão-do-milho é a constatação precoce da praga em áreas de cultivo. Esta prática evita prejuízos causados por altas infestações, além de facilitar o controle.
3- Controle químico: feito através do tratamento de sementes de acordo com a tabela. Contudo, pulverizações aéreas com inseticidas a base de neonicotinóides apresentam bons resultados desde que o período de carência seja respeitado sempre, como indicam os estudos realizados pela Fundação MS.
O produtor deve lembrar que em pulverizações aéreas só podem ser feitas se a infestação da praga tiver atingido populações que apresentam mais de 100 indivíduos por planta. Outro fator importante que o produtor deve considerar, ao realizar o controle químico, é a quantidade e diversidade de inimigos naturais na área a ser cultivada.
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Inseticidas recomendados para o controle do pulgão-do-milho. Fonte: Fundação MS. (Caminho: Tabela 7.6, pág 102, cap. 7, doc. Tecnologia e produção milho safrinha)
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