Maior produtividade, melhores estandes e mais segurança no plantio. Esses são alguns benefícios dos híbridos de milho Bt, constatados por pesquisadores da Fundação MS, em comparação aos híbridos convencionais. As pesquisas com o milho geneticamente modificado tiveram início na safra passada, com o objetivo de ajustar a tecnologia à região do Mato Grosso do Sul, e os resultados preliminares foram positivos.
![]() |
|
— Nós medimos as debilidades econômicas e a eficiência da tecnologia e calculamos em que circunstâncias ela gera mais benefícios. Em alguns casos, registramos aumentos de duas a três sacas na produção. Com esses dados em mãos, o agricultor poderá tomar a melhor decisão na hora de incorporar o milho Bt — conta André Lourenção, responsável pelo estudo.
A principal característica da semente transgênica é a resistência à lagarta-do-cartucho, que permite a economia em aplicações de inseticidas. De acordo com Lourenção, a tecnologia vem sendo eficiente no controle dessa praga e, apesar do elevado custo, é economicamente viável.
— O produtor gasta um pouco mais na semente por conta da tecnologia, mas economiza em aplicações. No final das contas, o custo é semelhante. Mas, como está se pagando mais caro pela semente, é importante colocar nas melhores áreas, nas primeiras áreas de plantio, onde há menores riscos de perda — explica.
A pesquisa de avaliação dos híbridos de milho Bt é feita pela Fundação MS em parceria com agricultores, com os sindicatos de Mato Grosso do Sul e com as multinacionais produtoras da semente. Os trabalhos foram iniciados na safra 2008/2009, prosseguiram na safrinha e já há ensaios montados para a safra 2009/2010.
