Para resistência natural do milho a pragas, estudos da Fundação MS avaliam atentamente a seleção de cultivares resistentes e a produção de germoplasma. Nos trabalhos de pesquisa realizados, pesquisadores registraram que os milhos amargos, do grupo antígua, são bastante resistentes à lagarta-do-cartucho. Porém, dados mostram que embora essa resistência seja muito afetada pelas condições ambientais, pequenas diferenças como a não-preferência da lagarta e a antibiose (quando a ingestão das folhas causa anomalias ao metabolismo do inseto) ainda ocorrem nos híbridos plantados. Do contrário, isto não acontece quando o milho é cultivado em lavouras comerciais, que não são escolhidas pelo inseto.
Para minimizar esse problema, uma alternativa seria a aplicação de híbridos mais tolerantes à lagarta-do-cartucho para o manejo da praga. Mas, de acordo com os pesquisadores, esta prática é somente mais uma ferramenta.
Técnicas com gene Bacillus thuringiensis (Bt) agem como inseticida
Segundo a Fundação MS, uma nova tática consiste no controle de pragas em plantas resistentes a insetos: modificar geneticamente o milho, tornando-o transgênico. As técnicas apuradas introduzem um gene de Bacillus thuringiensis (Bt) que codifica a expressão de proteínas Bt. Estas agem consequentemente como inseticida fornecendo resistência ao milho Bt contra as lagartas, que se intoxicam e morrem ao ingerirem as folhas.
Segundo artigo publicado pelos pesquisadores, a expressão da toxina pode variar de acordo com a parte da planta observada e com o híbrido. Os níveis de expressão da proteína Cry1Ab (também chamada Bt) na linhagem MON810 foram avaliados em folhas jovens, grãos, planta toda e pólen. Os resultados observados evidenciaram os maiores níveis de expressão nas folhas (9,35 µg/g de peso seco), seguidos pela planta toda (4,31 µg/g de peso seco), grãos (0,31 µg/g de peso seco) e pólen (0,09 µg/g de peso seco).
Saiba mais sobre o assunto
Nova tecnologia combate danos causados por pragas na produção do milho Bt