Milho safrinha: pragas iniciais causam perdas de até 100%

Monitoramento da plantação e pulverização seletiva são principais medidas de controle

Juliana Royo
Manejo

A época de plantio do milho safrinha está chegando e o produtor precisa ficar atento às pragas iniciais da cultura, aquelas que atacam as raízes ou a planta até os 30 primeiros dias de vida. Uma das principais pragas inciais do milho safrinha é a coró, uma larva de besouro que fica dentro do solo e se alimenta das raízes. Ela faz com que a planta tenha dificuldade de absorver água e nutrientes, fazendo com que ela murche e morra. Se o produtor não se prevenir pode perder tudo, porque os estragos causados pela coró chegam a 100%. As medidas preventivas devem começar a ser feitas agora. As mais eficazes são a aplicação de inseticidas na semente do milho e a pulverização do suco de semeadura com inseticida.

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Outra praga que causa danos significativos é o percevejo da barriga verde, que também pode destruir a plantação. Ela ataca as plantas quando elas são jovens e estão na fase inicial de desenvolvimento. Com o ataque do percevejo de barriga verde, a planta vai definhando. Não chega a morrer, mas fica toda contorcida. O resultado é a perda de estande, ou seja o número de plantas por unidade de área é reduzido, assim como a produtividade. A tripes e a lagarta-do-cartucho também podem atacar o milho safrinha na fase inicial. A lagarta, por exemplo, se alimenta da folha. Como a planta fica com dificuldade de fazer a fotossíntese, ela reduz a produtividade entre 10% e 35% porque não tem energia.

Segundo o pesquisador Crébio José Ávila, da Embrapa Soja, o controle curativo, realizado depois que a praga já estiver instalada na plantação, deve ser feito com pulverizações. Mas ele chama atenção para cuidados que devem ser tomados pelos produtores como a dosagem e o tipo de inseticida utilizado assim como a importância do monitoramento da plantação.

— Um aspecto importante é usar produtos que sejam eficientes, mas seletivos para não afetar os inimigos naturais da praga que estão presentes também no sistema. Fazer o monitoramento também é muito importante porque ele tem que verificar a presença da praga na área que ele está conduzindo para o cultivo do milho. Sem o monitoramento, o produtor não tem a informação para tomar decisão. O monitoramento deve ser feito antes e depois da semeadura do milho — destaca.

"Se o produtor não
 se prevenir pode
 perder tudo, pois os
 estragos causados
 pela coró chegam
 a 100%"


 Crébio José Ávila,
 da Embrapa Soja

 Foto de capa: Embrapa Agropecuária Oeste