Monitoramento da qualidade hídrica no Brasil

A construção de um método de monitoramento da água, dada pelo livro Índice do Uso Sustentável da Água, além de pioneiro, permite combinações ou adaptações com métodos aplicados à participação comunitária

Embrapa
Meio Ambiente

Com o crescimento populacional e o aumento das atividades econômicas no mundo, a água de qualidade tornou-se recurso natural escasso, requerendo políticas públicas de âmbito nacional ou multilateral para a gestão de usos múltiplos e conservação da qualidade.

Apesar da posição relativamente confortável nesse cenário, ao deter cerca de 11,6% da água doce do mundo, o Brasil apresenta problemas de distribuição desigual desse recurso. Cerca de 70% encontra-se na Amazônia em contrapartida aos 3% de disponibilidade no Nordeste brasileiro. Já em regiões como no Centro-Sul brasileiro, apesar de boa disponibilidade, a intensidade da atividade econômica – expansão urbana, indústria, serviços e agropecuária – tem levado aos conflitos de uso da água, considerados graves, tendo em vista o diagnóstico de elevado desperdício e falta de tratamento das águas servidas.

Desde a década de 1990 o Brasil vem implementando políticas públicas que visam o gerenciamento do uso e qualidade dos recursos hídricos. Os avanços recentes nessa direção podem ser avaliados a partir da criação da Agência Nacional de Águas (ANA) e do conjunto de iniciativas por ela coordenado, com a participação de vários órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Os objetivos visados são a consolidação de instrumentos de políticas públicas, inovadoras, na gestão ambiental das águas brasileiras.

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