Monitoramento de percevejos fitófagos na cultura da soja em Roraima

“E. heros” e “P. guildinii” são as espécies de percevejos fitófagos mais abundantes na sojicultura de Roraima

Rosália Silva
Oleaginosas

Os diversos insetos-praga que ocorrem durante todo o ciclo de desenvolvimento da cultura da soja estão entre as causas da diminuição da produtividade dos grãos em Roraima. Como há poucas informações sobre os percevejos fitófagos na sojicultura roraimense, a Embrapa monitorou esses insetos nas lavouras de dois municípios do Estado.

Nas duas áreas, utilizou-se o método do pano de batida. Realizaram-se, em média, 30 amostras em três diferentes estádio reprodutivo de cada uma das lavouras. Na contagem dos percevejos maiores que 0,5 centímetro de comprimento, constatou-se que a espécie mais abundante nas duas áreas avaliadas foi E. heros, seguida por P. guildinii, sendo a menos abundante a N. viridula.

De importância econômica e social para o Estado, a produção de soja nos 7,3 mil hectares plantados no ano de 2007 foi de aproximadamente 21,5 mil toneladas de grãos. Segundo o pesquisador Alberto Luiz Marsaro Júnior, a recomendação é de que o controle dos percevejos seja realizado com critério técnico, baseado no monitoramento populacional desses insetos ao longo do ciclo da cultura.

Ainda é preciso levar em conta o nível de ataque dos percevejos, número e tamanho desses insetos, estádio de desenvolvimento da cultura e o objetivo final da produção, se é para grãos ou para sementes.

Em Roraima, os insetos que mais se destacam são os percevejos fitófagos, que causam, entre outros prejuízos, o aborto de vagens e/ou grãos, além de redução do poder germinativo e do vigor da semente e alterações bioquímicas nas frações protéica e lipídica do grão

Os agricultores precisam ficar atentos, porque no caso do ataque dos percevejos às vagens, as perdas podem chegar a até 30%.