As principais pragas que atacam o mamoeiro são os ácaros rajado e branco, as cochonilhas, as cigarrinhas e a broca do mamoeiro. Elas causam lesões diferentes que vão desde lesões e manchas até o comprometimento de crescimento das folhas e frutos. O controle das pragas passa pelo manejo adequado e o uso de produtos químicos específicos para os insetos. No entanto, apesar de eficientes, os produtos são caros e o custo do produtor acaba sendo muito grande. Com o monitoramento das pragas é possível uma economia de 50% com os pesticidas. Isto, porque um técnico faz vistorias constantes no pomar para verificar a evolução dos insetos nas plantas e só inicia o tratamento químico quando há real necessidade e maior eficiência. Além do bolso do produtor, o meio ambiente e a saúde dos consumidores agradecem.
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— Este monitoramento estabelece a estratégia de controle com pesticidas no momento exato em que a praga começa a causar realmente dano à cultura. Se você encontra uma quantidade de ácaro que ainda não está no nível de causar dano à planta, você não entra com a pulverização. Com isso, o produtor chega a economizar 50% com produtos químicos. Isso é muito bom para o bolso do produtor, para o meio ambiente e para a saúde do consumidor, porque a quantidade de resíduo dos pesticidas diminui — explica o pesquisador Hermes Peixoto Santos Filho, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical.
O pesquisador explica que o monitoramento é feito por um funcionário específico da fazenda. Ele tem que ir diariamente a campo verificar as plantas. Mas é claro que ele não vai percorrer os milhares de exemplares do pomar, apenas algumas plantas que servirão de parâmetro para o resto. No caso do ácaro rajado, por exemplo, se for constatada uma média maior do que seis ácaros por planta, aí sim é hora de usar os pesticidas, mas enquanto o número de ácaros não chegar a seis não vale a pena gastar com químicos. O pesquisador ensina que, para verificar a infestação de ácaros no mamoeiro, o vistoriador deve fazer três ranhuras na parte de baixo da primeira folha ainda verde da planta. Com uma lupa, ele deve contar quantos ácaros existem em cada uma das três ranhuras feitas e anotar esses dados em uma ficha. É um trabalho manual, simples, mas que exige precisão.
— Você chega em um talhão de 10 hectares, por exemplo, e você tem que exercer o controle do ácaro neste talhão. Você tem que estabelecer uma amostragem mínima, com o menor número de plantas visitadas possível para que, após a visita a estas plantas e identificada a quantidade de incidência da praga, aquele resultado represente todas as 16.500 mil plantas do pomar de 10 hectares. No caso do mamão, 30 plantas representam o pomar. É estabelecido um índice de quantidade de ácaro presente na folha e, quando chega no momento em que aquele número de ácaro presente na folha é suficiente para causar dano, isso é anotado em uma ficha. No final das 30 plantas visitadas você tem o total de ácaro que representa a incidência em todo o talhão — ensina Hermes.
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"Verificar a infestação |
