Monitoramento evita perdas de pastagens

Medidas de controle são necessárias quando população de cigarrinhas chega a 20 ninfas por metro quadrado

Kamila Pitombeira
Nutrição Animal

Os períodos chuvosos são alguns dos momentos mais preocupantes para os produtores rurais de cana-de-açúcar, arroz, milho, sorgo e outras gramíneas em Rondônia. Isso porque é nesse período que ocorrem ataques intensos de cigarrinhas, provocando prejuízos até mesmo totais nas lavouras. Para evitar grandes perdas, é essencial que o produtor faça o monitoramento constante da produção e que comece a adotar medidas de controle quando existirem de 20 a 25 ninfas por metro quadrado na área.

Segundo José Nilton Costa, pesquisador da Embrapa Rondônia, esses insetos são sugadores, o que provoca prejuízos à planta. Além disso, ao se alimentar, eles ainda injetam substâncias tóxicas.

— Os níveis de prejuízo são bastante variáveis, podendo chegar ao comprometimento total das pastagens. É fácil identificar o inseto, principalmente porque, na fase jovem ou de ninfa, ele forma uma espuma na base da touceira — conta o pesquisador.

De acordo com ele, o controle de cigarrinhas das pastagens requer várias ações, onde o mais adequado seria o manejo integrado da praga. No entanto, entre as alternativas de controle, existe a possibilidade de utilização de variedades resistentes. O manejo das pastagens também é outro aspecto que deve ser levado em consideração, além de adubação, consorciação com leguminosas e utilização do controle biológico.

— O método químico também deve ser utilizado, porém com algumas ressalvas. Isso porque as pastagens geralmente são plantadas em grandes áreas. Com isso, quando se aplica o agrotóxico, é possível provocar um desequilíbrio de inimigos naturais, além de problemas que podem afetar o meio ambiente — explica.

Além disso, também de forma preventiva, Costa diz que é preciso que o produtor faça o monitoramento da lavoura periodicamente, desde o início do período chuvoso. Assim, ele consegue saber em que nível se encontra a infestação para utilizar a medida adequada de controle.

— Para fazer o combate à doença, além de produtos químicos, também existem os produtos biológicos. No entanto, é precisa a intervenção de uma assistência técnica ou de um profissional qualificado para orientar sobre a utilização desse método bastante eficaz. Quando o assunto é pastagem, é recomendado que o produtor comece a fazer o controle quando existir de 20 a 25 ninfas por metro quadrado na área — orienta.

 O entrevistado acrescenta que o controle biológico tem como principal vantagem ser um método que não agride o meio ambiente e o aplicador. Além disso, ele mantém a área livre de produtos químicos e, consequentemente, não prejudica a saúde dos animais.

Para mais informações, basta entrar em contato com a Embrapa Rondônia através do número (69) 3901-2510.