Monsanto oferece bolsa de estudos global para estudos com arroz e trigo

Em seu quarto ano, Programa Beachell-Borlaug incentiva o aumento da produção mundial de alimentos e a preservação de recursos ambientais; pesquisador brasileiro contemplado na última edição está na Europa

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Estão abertas as inscrições para a quarta edição do Programa Beachell-Borlaug International Scholars, idealizado pela Monsanto em parceria com a Texas AgriLife Research, órgão vinculado à Universidade do Texas. O programa oferece bolsas de estudos para cientistas, melhoristas e estudantes universitários que desenvolvam pesquisas sobre arroz e trigo. O prazo para submissão dos trabalhos é 1º de fevereiro de 2012 e as inscrições são realizadas pelo site www.monsanto.com/mbbischolars.

Por meio do programa, a Monsanto destinará US$ 10 milhões até 2013 a novas pesquisas científicas que envolvam arroz e trigo, duas das mais importantes culturas básicas do mundo. “Temos que desenvolver formas de aumentar a produção agrícola por hectare se quisermos fazer o uso adequado da terra e a correta preservação da biodiversidade. Esse é um dos grandes objetivos do Programa Beachell-Bourlag nas culturas do arroz e o trigo”, afirma Edward Runge, diretor do programa e professor-doutor da Universidade do Texas A&M.

Junto ao apoio financeiro, o Beachell-Borlaug promove um intercâmbio de experiências: caso os selecionados sejam de países em desenvolvimento, como o Brasil, deverão completar seus estudos em universidades na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Europa Ocidental. Da mesma maneira, os pesquisadores selecionados desses locais que receberem o subsídio deverão conduzir pelo menos um período de trabalho em campo em um país em desenvolvimento.

A iniciativa faz parte do compromisso da Monsanto em colaborar para o aumento da produção mundial de alimentos, com maior preservação dos recursos naturais. Arroz e trigo foram escolhidos porque vêm apresentando aumento de produtividade menor que o crescimento de seu consumo por uma população cada vez maior no planeta. Estima-se que essas culturas são a base nutricional de três bilhões de pessoas, principalmente em países em desenvolvimento. Além do incentivo à pesquisa, o programa homenageia Henry Beachell e Norman Borlaug, que foram pioneiros no melhoramento genético de plantas e na pesquisa do arroz e do trigo, respectivamente.


Selecionado em 2010, brasileiro avança em pesquisa nos EUA e Europa

O brasileiro Filipe Luis Sávio, aluno do doutorado direto do programa de pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas na ESALQ-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), foi um dos selecionados na edição de 2010 do Programa Beachell-Borlaug. Com a bolsa, Sávio está na Universidade de Aberdeen, na Escócia, para realizar estudos em seu projeto para arroz “Mapeamento associativo e desenvolvimento de marcadores funcionais para tolerância ao estresse hídrico”. Até 2014, quando deverá apresentar a tese, o pesquisador também passará uma temporada na Universidade de Cornell, nos EUA.

“O programa permitiu uma valiosa troca de experiência no exterior e deu robustez à pesquisa, sempre visando o uso do conhecimento acadêmico no dia a dia profissional e no incremento da produção mundial de alimentos”, conta o cientista. Além da bolsa, Sávio também participou do World Food Prize – prêmio criado por Norman Borlaug na década de 1970 para premiar pessoas que contribuem para melhorar a qualidade, quantidade ou acesso aos alimentos no mundo – e esteve na sede da Monsanto, em Saint Louis (EUA), onde conheceu a infraestrutura e as pesquisas da empresa na busca de soluções agrícolas sustentáveis que aumentem a produtividade, diminuam o uso de recursos naturais e melhorem a qualidade de vida dos agricultores.

Sobre a Monsanto

A Monsanto é uma empresa dedicada à agricultura. Pioneira no desenvolvimento de produtos com tecnologia de ponta na área agrícola – herbicidas, sementes convencionais e geneticamente modificadas  –, a Monsanto busca soluções sustentáveis que proporcionem aos agricultores produzir mais, conservar mais e melhorar vidas. Para isso, investe anualmente mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e compartilha seu conhecimento com produtores para ampliar o seu acesso a modernas tecnologias agrícolas, especialmente em países pobres e em desenvolvimento.

A Monsanto está presente no Brasil desde 1963. Em 2010, destinou R$ 6 milhões à sustentabilidade com diversos projetos socioambientais em todo o País, realizados em 90 cidades, de 12 estados brasileiros. Mais de 200 mil pessoas foram beneficiadas. Além da distribuição gratuita de 60 mil livros, também foram realizadas 200 palestras sobre conscientização ambiental e plantadas 2,2 mil árvores, com a participação de 30 mil crianças de todas as regiões do país.

A Monsanto faturou R$ 2,048 bilhões no Brasil em 2010, produzindo e comercializando a linha de herbicidas Roundup, sementes de soja convencional (Monsoy) e geneticamente modificada (Roundup Ready®), sementes convencionais e geneticamente modificadas de milho (Agroeste, Sementes Agroceres e Dekalb), sementes de sorgo, algodão (Deltapine) e, ainda, sementes de hortaliças (Seminis e De Ruiter). Em novembro de 2008, passou a atuar no mercado de cana-de-açúcar, com a aquisição das empresas Canavialis e Alellyx, do Grupo Votorantim. Em fevereiro de 2009, a Monsanto adquiriu os 49% restantes da MDM, reforçando sua posição no mercado de algodão.