“Elevação da oferta de radiação fotossinteticamente ativa no cultivo vertical de morangueiro” é o título e o objetivo da pesquisa realizada por Flávio Fernandes Júnior pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para equalizar a oferta de luz entre as três camadas das colunas deste tipo de cultivo, os experimentos foram realizados em pequenas casas de vegetação, utilizando materiais refletivos de três tipos sobre o solo.
Hoje, a técnica da produção verticalizada já é recorrente na agricultura, pois possibilita a produção de um grande número de plantas dentro de estufas, divididas em colunas. Faixas com mantas refletivas foram dispostas nas colunas. A primeira, uma manta metalizada, com alta capacidade de reflexão. A segunda, uma manta dupla face, preta e branca. E o último tratamento feito em solo nu.
Cada tratamento foi colocado em casas de vegetação específicas e separados para evitar interferências. As colunas foram separadas em três partes: ápice, meio e inferior. De acordo com o pesquisador responsável, nas diferentes alturas, foram medidas a radiação fotossinteticamente ativa que incidia diretamente do sol e a refletida pelas mantas ou pelo solo nu. Para comparar os cálculos, também foram analisadas a produção das plantas dispostas nos diferentes níveis e a qualidade dos morangos colhidos.
Segundo Flávio, os resultados foram favoráveis. Ele conta que, em experimentos anteriores com o cultivo de morangos em colunas verticais, foi detectada uma queda de 34% da produtividade dos morangueiros presentes na parte inferior.
— O objetivo era corrigir essa deficiência, fazer com que as plantas de baixo produzissem o mesmo que as de cima. E no tratamento metalizado se conseguiu que não houvesse mais o gradiente decrescente – aponta, completando que, devido às ofertas de radiação semelhantes, a qualidade dos frutos tornou-se equivalente.