O uso de práticas silviculturais impróprias tem favorecido a ocorrência de vários problemas abióticos, sobretudo nos dois primeiros anos após o plantio, ocasionando a alta mortalidade de plantas jovens. Estudo da Embrapa Florestas, em Colombo, no Paraná, abordou os aspectos fitossanitários e silviculturais relacionadas com a produção de mudas e a implantação florestal.
Diversos plantios foram vistoriados e coletadas amostras de plantas sintomáticas. Patógenos fracos foram isolados e, a partir das análises, constatado que frequentemente eles estão associados a podridões radiculares e morte de plantas jovens. Concluiu-se que o uso de mudas com sistema radicular mal formado e a aplicação de procedimentos inadequados de plantio são fatores que predispõem a planta à infecção por fungos.
A pesquisa enfocou as medidas que possam ser adotadas, de forma integrada, na prevenção de perdas de plantas no campo, uma vez que alguns desses problemas abióticos são importantes, em virtude da frequência com que ocorrem nos plantios. Foram estudados os tipos mais comuns na região Sul do Brasil, como o eucalipto (Eucalyptus spp.) e o pínus (Pinus spp.).
A demanda por madeira estimula o aumento da área plantada e o sucesso do plantio, com formação de madeira de qualidade, depende da adequada utilização de determinadas práticas. Entre elas, estão: preparo do solo, escolha da área e da espécie, emprego de calagem e adubação, definição de métodos de plantio, mudas de qualidade, controle de pragas e doenças, práticas de manejo, irrigação suplementar, prevenção a incêndios, tratos culturais, entre outras. Dessa forma, é possível o estabelecimento de povoamentos produtivos.
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