Mosca-branca na cultura da soja

A mosca-branca, praga de grande incidência na soja, se alimenta da seiva e pode causar a morte da planta. Em artigo publicado, a Fundação MS descreve a praga e orienta o seu controle.

Pedro Zuazo
Pragas

A mosca-branca (Bemisia tabaci Biótipo B) é uma praga de grande incidência na soja que tem preocupado os produtores nas últimas safras devido à dificuldade de controle economicamente viável. Os adultos e as ninfas se alimentam pela sucção da seiva das plantas, o que pode levá-las à morte, e excretam uma substância que favorece o desenvolvimento de fumagina. Este fungo, de coloração negra, cresce sobre as folhas, escurece-as e dificulta a realização da fotossíntese, prejudicando a produtividade.

A mosca-branca adulta mede 0,8 milímetros de comprimento e seu ciclo de vida pode ser de três a quatro semanas. Os adultos se instalam na face interior das folhas, onde as fêmeas depositam cerca de 150 ovos cada, podendo produzir até 15 gerações por ano.

Os surtos dessa praga são favorecidos por períodos de longa estiagem, comuns no caso da semeadura precoce ou antecipada. Por isso, é recomendável que os cultivos sejam conduzidos em períodos de boa regularidade de chuvas. De acordo com a Fundação MS, experimentos mostraram comportamentos diferenciados entre genótipos de soja em relação à resistência das plantas.

O controle pode ser feito com inseticidas que controlam apenas ovos e ninfas ou produtos específicos para os adultos. Em artigo publicado, a Fundação MS indica os neonicotinóides (como thiametoxan, imidacloprid e acetamiprid) como inseticidas eficientes contra essa praga. Indica-se ainda a adição de produtos como endosulfan, fosforados ou piretróides nos insetos adultos. Em alguns casos, pode ser necessário fazer diversas aplicações, o que torna o custo alto.

O inseticida diafentiuron (300 a 400 gramas de ingrediente ativo por hectare) também tem mostrado resultados promissores, mas, nesse caso, as pulverizações devem ser feitas em dias ensolarados, que permitem melhor ativação das moléculas do produto, em horários de temperatura amena e elevada umidade relativa do ar. É importante alternar ou misturar os inseticidas, evitando o desenvolvimento de resistência ao produto, sobretudo se for a espécie B. Argentifolii. Por ser uma praga de estiagem, o sucesso do controle químico em períodos de seca extrema é mais comum em pulverizações noturnas com boa cobertura do vegetal nas aplicações que atingem o interior das plantas.

Para saber mais sobre a praga, consulte o documento original, em anexo.