“O mercado chinês passa ser fundamental para o Brasil. A China é um dos mercados mais promissores dos últimos tempos”, afirmou o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Glauber Silveira, durante coletiva de imprensa do Circuito Aprosoja na quinta-feira (14), em Cuiabá/MT. No entanto, ele assegura que é preciso bastante cautela para lhe da com essa relação, que na sua avaliação, é bastante arriscada principalmente para a indústria brasileira.
A China comprou da última safra mato-grossense (2009/10), algo em torno de R$ 5,4 milhões de toneladas. O governo chinês possui interesses em determinadas regiões do país. Na última semana anunciou investimentos da ordem de R$ 7 bilhões no Nordeste brasileiro, entre outras regiões.
Silveira revela que essa aproximação de fato é preocupante. Em se tratando da indústria brasileira, essa medida se dá com pouca competitividade, desfavorecida em função de uma série de entraves entre eles à altíssima cobrança de juros e a falta de incentivos fiscais. O que ele caracteriza de “apagão da agricultura”, já preconizando futuros danos dessa relação para o setor agrícola.
Para o correspondente chinês e presidente executivo de investimentos da Hopefull & Holding Corp Ltda, Lin Tan, a China está disposta em investir no país principalmente nos estados de Goiás e Mato Grosso devido à alta qualidade de soja produzidas nessas regiões. Segundo o executivo chinês, a China não está preparada em investir por falta de conhecimento entre as culturas que há entre os povos. “Estamos ponderado já que o chinês ainda não conhece o brasileiro”, revelou.
Segundo Lin Tan, não faltam condições e nem suporte financeiro para atração dos investimentos nesta balança comercial, na realidade, o que tem emperrado as negociações são as diferenças socioculturais entre as duas nações. Sendo assim, o empresário acredita que será possível a atração cada vez mais de novos investimentos no Brasil.