Além de possuírem o corpo enrugado e mandíbulas bem visíveis, as larvas do Naupactus spp são caracterizadas pela coloração branco-amareladas. Quando adulto, o inseto mede de 20 a 30 milímetros de comprimento e possuem coloração variável. Protegidas do ambiente externo, as larvas vivem no subsolo, onde se alimentam de raízes novas. Alguns estudiosos relatam o aparecimento das larvas nas folhas, mas potencialmente as larvas são mais nocivas devido ao hábito subterrâneo que possuem.
A ocorrência destas pragas está nas lavouras de soja mais próximas das áreas de reserva ou recém desmatadas, de onde migram. Porém, os pesquisadores da Fundação MS afirmam que não há relatos de reprodução (ovo-larva-pupa-adulto) na soja. Como são vorazes, danos severos podem ocorrer nas lavouras, o que obriga o combate. O controle desta espécie de praga pode ser feito com pulverizações de inseticidas fosforados.
Já a esperança (Orthoptera: Tettiogoniidae) é um inseto que predomina à noite e tem apenas uma única geração por ano. Encontrado em plantas voluntárias na cobertura que antecede a soja (mato de entressafra de inverno e início da primavera) estes insetos também se alimentam de algumas gramíneas. A esperança fica especialmente sob a palha, nos restos de pluma da colheita do algodão e as ninfas eclodem com as primeiras chuvas imediatamente com as primeiras chuvas, após o período mais seco do ano.
O momento propício para a tomada de decisão é durante o manejo da palhada na dessecação. acrescentando inseticida na calda junto ao herbicida. Segundo os pesquisadores da Fundação MS, os inseticidas para o controle da praga são a base de paration, malation e fenitrotion. Se o produtor for fazer a aplicação, recomenda-se que seja durante a noite, para melhorar a efetividade. É bom lembrar que a cultura tolera 30% de desfolha antes do florescimento.