Nitrogênio: inoculantes em gramíneas observados no Paraná

Resultados preliminares das lavouras de milho previstos para o final da próxima safra

Nivea Schunk
Milho

Implantado em outros países, o uso satisfatório de inoculantes em gramíneas inspirou ensaios com a utilização de azospirillum e pseudomonas em lavouras de milho do município de Castro, no Paraná. A cargo do pesquisador Gabriel Barth, da Fundação ABC, os ensaios iniciados em outubro de 2009 devem revelar os primeiros resultados no final da próxima safra.

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Com o princípio técnico bastante similar ao utilizado na cultura da soja, nesse caso, o grupo de microorganismos manipulados tem algumas particularidades. O pesquisador conta que além de promoverem a fixação de nitrogênio, as bactérias também liberam substâncias promotoras de crescimento. 

— O que temos por enquanto são projeções baseadas nas observações realizadas na Argentina, como  aumento da produção, crescimento radicular da planta e uma suposta redução de demanda na adubação nitrogenada — diz ele

Dentro dos parâmetros de experimentação agrícolas, as pesquisas de campo estão instaladas em quatro repetições e tratamentos com tipo e doses variadas de adubação. Segundo Barth, após a interpretação dos dados preliminares, a iniciativa deve se estender às plantações de trigo. A adaptação da técnica trará viabilidade econômica aos produtores rurais.