Níveis de adubação para a cultura do milho safrinha

Em estudo da Unesp, foi avaliada a resposta de dois híbridos precoces de milho cultivados na época da safrinha a diferentes doses de NPK na semeadura

Redação
Sementes e Mudas

Em estudo da Unesp, foi avaliada a resposta de dois híbridos precoces de milho cultivados na época da safrinha a diferentes doses de NPK na semeadura.O trabalho foi desenvolvido na Fazenda Experimental Lageado, pertencente à Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, cujo solo é classificado como Latossolo Vermelho distroférrico de textura argilosa.

Os tratamentos consistiram da combinação dos híbridos CO 32 e DKB 747 e cinco doses de adubo mineral NPK (100, 200, 300, 400 e 500 quilos por hectare) na fórmula 08-28-16, aplicados no sulco. A dose de 300 quilos por hectare representou o padrão neste experimento, tendo em vista que esta é a dose mais utilizada pelos produtores de milho safrinha da região.

Utilizou-se o delineamento estatístico em blocos casualisados, com parcelas subdivididas, com quatro repetições. Cada dose de NPK correspondeu a uma parcela, sendo as subparcelas compostas pelos dois híbridos.

Como adubação de cobertura, foram aplicados 60 quilos por hectare de N na forma de sulfato de amônio, sendo o adubo distribuído em superfície sobre a palhada, ao lado das plantas, ao longo da linha de semeadura. Esta adubação foi realizada quando o milho apresentava 4 folhas completamente expandidas.

Os efeitos das doses de NPK na formula 08-28-16 foram estudados em relação aos componentes morfológicos e de produção.

Quanto a este último, por exemplo, a análise dos valores médios de massa de 1000 grãos evidenciou que, para o híbrido CO 32, os resultados apresentaram efeito quadrático em resposta ao aumento da dosagem de adubo NPK na fórmula 08-28-16, com pico na dose de 300 quilos por hectare. Já para o híbrido DKB747 não foi observada significância para as equações linear e quadrática em resposta as dosagens de adubo utilizadas.

Para produtividade de grãos, verificou-se que o híbrido CO 32 apresentou maior variação entre as doses de NPK estudadas, quando comparado ao híbrido DKB747, sendo este último mais responsivo nas menores doses. A produtividade para o híbrido CO 32 oscilou de 1.432 a 4.219 quilos por hectare de grãos nas doses de 100 e 300 quilos por hectare, respectivamente, obtendo comportamento quadrático em resposta ao aumento dos níveis de adubação. Quanto ao híbrido DKB747, sua produtividade variou de 2.908 a 3.600 quilos por hectare de grãos nas doses de 100 e 500 quilos por hectare, respectivamente, apresentando um aumento de produtividade linear em relação às dosagens de NPK utilizadas.