Normas importante para o plantio do milho

Áreas de refúgio e restrição quanto ao local de plantio são uma das normas que a Fundação MS recomenda ao produtor

Aline Jesus
Gestão

A Fundação MS aponta em seus artigos algumas normas para de suma importância para o plantio do milho. A primeira delas diz respeito às áreas de refúgio, que têm o objetivo de reduzir a resistência de insetos alvo da tecnologia Bt. Com isso, as áreas devem ser atraentes para a oviposição da praga-alvo, servindo como reservatório de futuros insetos.

Segundo a Fundação, é recomendável que o produtor escolha uma área de refúgio de, no mínimo, 10% da área plantada que esteja no máximo a distância de 1.500 metros de lavoura Bt. As áreas de refúgio deverão ser cultivadas com milho convencional ou de mesmo ciclo, plantado na mesma época que o híbrido Bt. Contudo, os pesquisadores afirmaram que é permitido o controle químico nessas áreas desde que o produtor não utilize produtos à base de Bacillus thuringiensis (Bt).

É importante lembrar que não é recomendável a mistura de sementes do milho convencional com sementes transgênicas. 

Outra norma foi determinada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em 2007. Conhecida como normas de coexistência, estas determinam as distâncias mínimas entre cultivos comerciais de milho geneticamente modificado e não geneticamente modificado em áreas vizinhas, visando à coexistência entre os sistemas de produção. As normas também estipulam que as lavouras deverão ter uma distância de isolamento de 100 metros das lavouras de milho convencional de vizinhos ou dez fileiras de milho convencional (sem o gene Bt) de mesma estatura ao seu redor, acrescidas de outros 20 metros de isolamento, como mostra a figura.


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