Nova cultivar de algodão colorido chega ao mercado em setembro

Embrapa algodão lança variedade atrativa para indústria têxtil

Nivea Schunk
Melhoramento genético

A Embrapa Algodão recomendará uma nova cultivar com alto potencial industrial para o Semiárido nos próximos meses. Coordenador do projeto de melhoramento da unidade, o pesquisador Luiz Paulo de Carvalho revela que o novo algodão colorido apresenta 43% de fibras com cerca de 30 milímetros. Superando as espécies brancas e similares nessas características físicas, a variedade de tonalidade marrom diferenciada ganha também em resistência, espessura e produtividade.

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— Dentre os diversos benefícios para o produtor rural, o alto rendimento será um grande atrativo para a indústria têxtil. Além disso, a utilização da máquina de beneficiar permite vender a pluma separada da semente, que misturada ao caroço serve para alimentar o gado — explica o engenheiro agrônomo

Segundo ele, devido ao clima seco do Nordeste, os atributos de tolerância às enfermidades não estiveram entre os princípios do processo de desenvolvimento do material. Sendo assim, o sucesso do cultivo nas regiões Sudeste e Centro-oeste do país dependerá da escolha de locais livres de grande ocorrências de doenças.

Comum à cultura, a metodologia da seleção genealógica utiliza cruzamentos entre dois ou mais progenitores, observando algumas gerações da população segregante. Implementados em  campos experimentais dos municípios de Barbalha e Missão Velha (CE), Itaporanga (PB) e Palmas de Monte Alto (BA), até chegar à fase de obtenção de linhagens avançadas e com potencial produtivo, os ensaios necessitaram de diversas repetições.

Carvalho conta que o plano é fazer o plantio de um campo por volta do mês de maio e convidar os agricultores para um dia de campo de lançamento previsto para setembro de 2010. Com a continuidade dos trabalhos de pesquisa, dentro de quatro anos, cultivares em tons de amarelo, cinza e lilás deverão chegar ao mercado.

"O alto rendimento
 será um grande
 atrativo para a
 indústria têxtil"


 Luiz Paulo de Carvalho,
 da Embrapa Algodão