A Embrapa Agroenergia levou à 3ª Conferência Internacional Inderdrought (sobre abordagens integradas para melhorar a produção de cultura em ambientes propensos à seca), o experimento “Desenvolvimento de cana-de-açúcar geneticamente melhorada tolerante à seca”, coordenado pelo pesquisador Hugo Molinari. O evento foi realizado em Shangai, na China, e reuniu trabalhos do mundo todo. A nova cultivar de cana-de-açúcar desenvolvida pela Embrapa ainda está em fase de estudo, com tecnologias do Japan International Research Center for Agricultural Sciences (JIRCAS), e visa atender a região do cerrado brasileiro, onde as temperaturas são elevadas, o solo é pobre em nutrientes e os períodos de estiagem são longos.
A metodologia da primeira fase do trabalho foi mediar a transformação da cana-de-açúcar através da biobalística, com a inserção do gene denominado Dreb de propriedade do centro de pesquisa japonês. Os próximos testes serão realizados em casas de vegetação para, só depois, o material ser levado a campo sob diferentes condições de solo e clima.
— Para gerar elementos transgênicos não é tão complicado, mas o que demora e o que é mais interessante é fazer todas as validações e os testes desse material. A partir do momento que a gente obtém os diferentes materiais, esse tempo demora em torno de sete anos — explica Hugo Molinari, completando que a questão da biossegurança é um dos fatores que também exigem estudo.
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Nova cultivar de cana-de-açúcar foi desenvolvida com tecnologia japonesa |
A validação da nova cultivar será feita por uma série de ensaios fisiológicos. O objetivo é atestar a tolerância da variedade aos períodos de falta de água e, ainda, a performance agronômica do produto final. Segundo o pesquisador, a cultivar mais adaptada às condições de seca irá minimizar o uso de irrigação de salvamento ou contínua e proporcionar a plantação de cana-de-açúcar em outros nixos onde a restrição de água não favorecem o desenvolvimento das espécies.
Os resultados apontados por Hugo Molinari mostram que o produtor rural pode se beneficiar da nova cultivar, que será lançada somente em 2017.
— Se conseguimos produzir um material mais tolerante aos períodos de estiagem, aumenta-se a produtividade, a perda de açúcar por área, a biomassa da cultura. E é isso que interessa ao produtor.
