A Embrapa Trigo lança uma nova cultivar de triticale para a próxima safra para os três estados da Região Sul, além do sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. A BRS Saturno é um pouco mais tolerante à principal doença que afeta a cultura, que é a giberela, além de ter melhor qualidade de grãos do que as outras cultivares no mercado e ter nível menor de micotoxinas, que são substâncias tóxicas.
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— O produtor não precisa ter tanto cuidado com o triticale quanto tem com o trigo. O produtor está acostumado a tratar o trigo para uma doença chamada oídio e para ferrugem das folhas, que não dão em triticale, que é um material muito rústico. Entretanto, ele vai ter que começar a cuidar quando o triticale começar a formar espiga, vai ter que se preocupar na Região Sul com a giberela e na região norte do Paraná em relação à brusone. Para giberela, os tratamentos são semelhantes ao usados em trigo. Mas se a condição climática for favorável com chuvas durante vários dias o tratamento fungicida não é eficaz, da mesma forma que ocorre em trigo. O triticale é uma boa opção de cultivo porque o produtor tem um custo de produção menor — explica o pesquisador Alfredo do Nascimento Júnior, da Embrapa Trigo.
A produtividade média da BRS Saturno fica entre três mil e 3.500 quilos por hectare no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o que é um resultado positivo considerando o problema enfrentado com os ataques da giberela. Nas regiões de plantio recomendadas mais ao norte do Paraná, Sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul o potencial produtivo pode alcançar até oito mil quilos por hectare. A cultivar será apresentada no Dia de Campo Institucional de Inverno, que acontece dia 14 de outubro, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.