Uma nova doença do agrião, foi relatada pela primeira vez no Brasil no município de Marechal Floriano, Espírito Santo. A doença é causada pelo vírus, Turnip Mosaic Virus (TuMV), que foi identificado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). De acordo com o pesquisador Hélcio Costa, a doença provoca o surgimento de manchas amareladas nas folhas e compromete o crescimento das plantas.
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Não se sabe como a doença foi transmitido para o local, mas o mais provável é que o vírus já estivesse presente na natureza, em uma planta daninha, por exemplo, e tenha se transportado para o agrião. A transmissão para outras plantas é feita pelo pulgão. Segundo o pesquisador, o risco de disseminação para outras áreas é improvável e, se acontecer, não será tão cedo.
— Como a doença só é transmitida por pulgão e está localizada apenas em um município, só se houver uma grande revoada de pulgões para outros locais a disseminação será possível. A chance de passar para outros Estados é muito pequena — diz.
O Incaper já dispõe de algumas recomendações para os agricultores que precisarem enfrentar o problema. A primeira medida é proteger as mudas e não deixá-las em campo aberto como é o costume. O produtor deve fazer um telado ou uma estufa e, com isso, pode prolongar a vida do agrião. Em vez de a doença aparecer aos 40 dias de cultivo, aparecerá com cerca de 180 a 200 dias.
O uso de químicos, de acordo com Hélcio Costa, não é indicado para essa doença.
— Quando o problema começou, grandes e médios produtores começaram a usar agrotóxicos achando que fosse uma deficiência ou outras doenças. A aplicação é inútil, porque o pulgão geralmente só vai no agrião, pica e depois voa para outro lugar. Ele não coloniza o agrião, por isso não tem jeito de controlar o vetor com o uso de produtos químicos ou inseticidas — explica o pesquisador.