Nova geração de balanças proporciona rastreabilidade

Os novos sistemas de pesagem podem ajudar os produtores a comprovar a origem dos animais

Toledo do Brasil
Manejo

Balanças são utilizadas pelos pecuaristas há muito tempo, mas só recentemente deixaram de ter como função única o fornecimento de informações de peso. Integradas a tecnologias, como leitores de identificadores eletrônicos, softwares, notebooks e impressoras, rastreiam os animais desde o nascimento até a comercialização.

A nova geração de balanças possui indicadores digitais com entradas e saídas para os mais variados dispositivos, entre os quais o leitor, que realiza a identificação de brincos, chips e transponders subcutâneos. As informações de ID e peso coletadas são transferidas à balança, que armazena os dados, acompanha o ganho de peso e o rendimento dos lotes, além de classificar o animal de acordo com a faixa de pesagem.

"Os sistemas de
 pesagem ajudam a
 comprovar a origem
 dos animais"

 Karina Dametto

“A falta de rastreabilidade do gado é o argumento utilizado pela União Européia para restringir a importação de carne in natura da maioria das fazendas brasileiras. Diversos outros países impõem barreiras sanitárias semelhantes. Os novos sistemas de pesagem podem ajudar os produtores a comprovar a origem dos animais”, destaca a analista de Soluções da Toledo do Brasil, Karina Dametto.

O funcionamento do sistema é relativamente simples. Primeiro, o operador conecta o leitor à balança, geralmente instalada na gaiola ou no tronco. No momento em que o animal sobe na plataforma, o operador realiza a leitura do identificador eletrônico no boi. A informação de peso, bem como o número de registro do animal, é então computada automaticamente pela balança, o que permite gerenciar as pesagens durante todas as etapas do pré-abate. Os dados podem ser armazenados, organizados em relatórios e impressos.

Nova geração de
balanças com
indicadores digitais

Embora seja o maior exportador de carne do mundo, o Brasil viu suas remessas para a UE caírem de pouco mais de 195 mil toneladas, em 2007, para aproximadamente 36 mil toneladas no ano seguinte. O resultado é consequência direta do decreto europeu. Antes, 10 mil fazendas estavam autorizadas a exportar para o continente – hoje, este número caiu para 1,5 mil. “Este é o momento para os produtores investirem em tecnologias que possibilitem rastrear o ciclo produtivo da carne. As novas abordagens dos sistemas de pesagem são ferramentas eficazes para adequar a produção bovina às exigências do mercado. São equipamentos que proporcionam grande retorno sobre o investimento”, conclui Dametto.