Nova geração de híbridos de milho pipoca para 2011

Desenvolvidos pelo IAC, os híbridos triplos HT 05 e HT 06 têm alto rendimento, grãos maiores e capacidade de expansão de 46 ml por grama

Pedro Zuazo
Sementes e Mudas

A produção nacional de milho pipoca pode dar um salto de qualidade com o lançamento de uma nova geração de híbridos nacionais, que deve acontecer em 2011. O HT 05 e o HT 06, desenvolvidos pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), têm alto rendimento, melhor capacidade de expansão e grãos maiores do que o convencional. Os novos híbridos poderão concorrer com as sementes de híbridos importadas, que atualmente representam cerca de 75% da produção nacional de milho pipoca.

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Nos experimentos, os híbridos triplos apresentaram potencial de expansão de 46 ml por grama, uma capacidade superior àquela exigida pelas indústrias. Isso significa que as cultivares podem oferecer um volume de até 40 mililitros de pipoca por cada grama de expansão do grão. De acordo com o pesquisador Eduardo Sawazaki, responsável pelo programa de melhoramento do Centro de Grãos e Fibras do IAC, essa é a característica mais importante dos grãos.

— Hoje o mercado é muito exigente em termos de qualidade e a indústria eleva cada vez mais o padrão de aceitação. Tempos atrás, a indústria comprava material com 30 ml por grama de expansão. Hoje, com menos de 35 ml ninguém compra mais. O padrão está se elevando e logo vai chegar próximo dos 40 ml, então qualquer material que tenha uma capacidade de expansão mais baixa do que essa será difícil de vender — explica.

Apesar de os híbridos apresentarem potencial de expansão de 46 ml por grama, essa capacidade será reduzida durante a produção. De acordo com Sawazaki, geralmente ocorre uma perda de 5% a 10% nesse potencial devido a danos de colheita e secagem. Por isso os novos híbridos do IAC, mesmo com eventuais perdas, continuarão cumprindo o padrão de exigência da indústria, pois terão uma capacidade de expansão em torno de 40 ml.

Os híbridos HT05 e HT06 vêm complementar as produções que utilizam outras cultivares do IAC, como o IAC 112 e o IAC 125, que é atualmente o milho pipoca mais plantado no Brasil. Na opinião do pesquisador, devido à elevação do padrão de qualidade exigido pelas indústrias, os híbridos que já estão em campo terão uma sobrevida de um ou, no máximo, dois anos. Após esse período, terão que ser substituídos pelos novos híbridos.

Os materiais passaram por testes de campo e agora serão testados por produtores rurais. Se houver aceitação da indústria, os novos híbridos deverão chegar ao campo no ano que vem. Além do HT 05 e do HT 06, foram desenvolvidos o HT 04, que também será lançado em breve, e o HT 03, que não teve aceitação e não será lançado.