Nova tangerina pode chegar a 30 t/ha

Alta produtividade, frutos grandes e tolerância a algumas das principais doenças dos citros, são características da nova variedade de tangerina lançada pela Embrapa e pela UFRGS

Marcelo Pimentel
Tangerina

Os frutos são grandes e podem chegar a 160 gramas, a casca lisa com coloração verde-claro é fácil de descascar. Seu sabor é agradável, com teor de açúcares de 12 brix. Já a planta é vigorosa, com copa de porte médio e formato aberto. Por apresentar tolerância a doenças como cancro cítrico, pinta-preta e mancha marrom de alternaria, requer menos tratamento fitossanitário e, portanto, possui um custo de produção menor. Aliado a tudo isso, alta produtividade.

Resultado de melhoramento genético realizado pela pesquisa, a Tangerina URSBRS Hada foi apresentada nesta quarta-feira, 20, no estande da Embrapa na Expoagro Afubra 2013, que acontece em Rio Pardo, RS. A nova cultivar surgiu a partir de uma parceria entre a Embrapa Clima Temperado e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), servindo como opção para os agricultores daquela região, tradicionalmente voltada para a cultura do fumo.

Tolerância às principais doenças reduz custos da lavoura, que pode chegar a 30t/ha

A Hada é um tangoreiro tardio tolerante às principais doenças da cultura. Sua produtividade pode atingir entre 25-30 toneladas por hectare. No Rio Grande do Sul, a maturação dos frutos é tardia e a sua colheita ocorre entre outubro e dezembro, podendo ser antecipada ou retardada dependo das temperaturas médias da região.

Segundo o pesquisador Roberto Pedroso de Oliveira, os frutos verdes podem ser utilizados para a extração de óleos essenciais e os maduros para consumo in natura e produção de suco. Por causa do tamanho dos frutos e também época de maturação, tem grande potencial para o mercado, possuindo também uma acidez elevada, o que desperta o interesse do mercado internacional de fruta fresca e produção de sucos.

Quanto ao manejo, a URSBRS Hada requer raleio de frutos e poda para produção anual de frutos de alta qualidade. “As plantas são exigentes quanto à adubação, devido à grande exportação de nutrientes e como são resistentes a doenças, os custos com cuidados fitossanitários são menores do que com outras espécies cítricas”, explica.