A introdução de uma nova etapa no processo da silagem pode ser uma maneira eficaz e econômica de melhorar a qualidade de forragem para a nutrição animal. Idealizada por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, a tecnologia pode gerar aumentos de até 30% na digestibilidade do material ensilado.
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De acordo com o pesquisador Ciniro Costa, o processo começa com a prática comum da silagem, através de uma ensiladora que colhe e tritura a planta inteira. A novidade está em submeter o material ensilado a um esmagamento, que torna o material mais degradável.
— Nós pegamos o material logo após o processo de trituração e passamos por dois rolos esmagadores. Isso fez com que todos os grãos fossem quebrados e permitiu um maior ataque enzimático do material. Assim, torna-se mais fácil a digestão tanto dos grãos quanto da planta — explica.
Do ponto de vista econômico, a nova técnica oferece ao produtor a possibilidade de obter um alimento de melhor qualidade e reduzir os custos de produção. Outro benefício é o aumento da janela de colheita, que pode durar uma semana a mais do que o normal, já que o material pode ser colhido após o período de maturação fisiológica, também chamado de camada preta.
Segundo Ciniro, a tecnologia apresenta ainda a vantagem de que qualquer híbrido pode ser utilizado no processo:
— O ideal é optar por aquele mais indicado para a região, mas não há necessidade de pegar um híbrido exclusivo para a silagem. Com essa técnica, mesmo um híbrido trabalhado para a produção de grãos terá possibilidade de gerar uma silagem de alta qualidade.
A pesquisa sobre o novo método de silagem teve início há três anos, com o trabalho de mestrado do pesquisador Marco Aurélio Factori. A tecnologia foi patenteada e já está em desenvolvimento uma máquina que irá colher, processar e esmagar os grãos antes de serem ensilados.
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