Nova tecnologia para o controle da sigatoka-negra

Fungicida aplicado diretamente na bananeira controla mais a sigatoka-negra e diminui problema de deriva

Rosália Silva
Defensivos

Para controlar a sigatoka-negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, os pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental estão utilizando uma nova forma de aplicação de fungicida.

Até o momento, no Estado do Amazonas se verificava a necessidade de 52 pulverizações por ano com fungicidas protetores ou de 26 com sistêmicos. Os agrônomos Luadir Gasparotto e José Clério Rezende Pereira descobriram que é possível reduzir para três o número de aplicação de fungicidas no controle da sigatoka-negra, através da deposição do fungicida, na formulação comercial, na axila da segunda folha.

Para tanto, uma seringa veterinária, da marca Höppner, foi adaptada. Com essa técnica se reduziu os custos operacionais e, principalmente, em curto prazo, houve a diminuição dos defensivos agrícolas lançados no ambiente. Como o fungicida é colocado diretamente na planta, evita-se a deriva do produto no ambiente, o que, consequentemente, aumentou o intervalo mínimo entre as aplicações para 60 dias, contra os sete a quinze dias da pulverização convencional.

A Embrapa também demonstrou que esta forma de pulverizar a bananeira aumentou a eficiência no controle da sigatoka-negra, além de ter fácil acesso aos pequenos produtores, possibilitando maior segurança para o operário, que não fica exposto ao produto, diminuindo os problemas de intoxicação.

A sigatoka-negra é a doença mais importante da banana na maior parte do mundo, uma vez que pode reduzir em até 100% a produção a partir do primeiro ciclo de cultivo. No Brasil, ela foi verificada em 1998 e tem se expandido rapidamente pelo País. No Estado do Amazonas, após um ano da constatação da doença, devido às perdas, os plantios das cultivares Prata comum, Maçã e Pacovan (plátano D'Angola) praticamente foram abandonados.