A nova cultivar de feijão carioquinha BRSMG Madrepérola, desenvolvida através de uma parceria entre a Embrapa, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a Universidade Federal de Lavras (UFL) e a Universidade Federal de Viçosa(UFV), estará disponível no mercado no próximo ano. A principal caracteristica desta variedade é manter a coloração clara do grão por um período maior de tempo em relação às similares.
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A cor permanece por mais de um mês, o que torna o material bem aceito no mercado e prolonga o tempo de negociação do produto. Esse diferencial suprirá a carência das lavouras de feijão, uma vez que a exposição ao sol, à chuva e a temperaturas elevadas pode escurecer o grão, prejudicando o retorno econômico do produtor.
Segundo o pesquisador Fábio Aurélio, da Epamig, o material resistente às principais doenças reduz a utilização de produtos sanitários, além de diminuir custos.
— As sementes de feijão foram produzidas pela Embrapa para Minas Gerais e testadas na Fazenda Experimental Sertãozinho da Epamig, em Patos de Minas — esclarece o pesquisador.
Os trabalhos são realizados há mais de 20 anos e a indicação das variedades para o Estado são dadas a partir da atribuição de Valor de Cultivo e Uso (VCU), realizadas em ambientes diversos e registrados no Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). Esses ensaios são utilizados para o lançamento das cultivares em diferentes localidades do estado. A combinação entre um determinado local e uma época específica de plantio é denominada ambiente. Ao ser recomendada a cultivar já foi testada em mais de 20 ambientes distintos.
