Com uma área estabilizada de 1,8 milhão de hectares no Mato Grosso do Sul, a soja se apresenta como a principal cultura de verão do estado. Sua área cultivada deve aumentar ainda mais a partir da próxima safra e a expansão em potencial pode se manter por muitos anos, em função das tendências de mercado. Entretanto, um fator que pode frear essa expansão é a rentabilidade econômia da cultura.
Para minimizar desperdícios e aperfeiçoar o sistema de produção, assim como o enfrentamento de problemas na cultura, foram desenvolvidas as cultivares de soja. A cada safra, novas cultivares são disponibilizadas aos produtores rurais, mas o conhecimento das características e particularidades de cada uma é essencial para a sua correta utilização. Com o objetivo de divulgar informações técnicas para a exploração do potencial genético de cada cultivar de soja, a Fundação MS desenvolveu experimentos na safra 2007/2008.
Em artigo publicado, a instituição indica que a área agrícola ocupada com soja no Mato Grosso do Sul se mantém em torno de 90% na região sul do estado e 80% na região de São Gabriel do Oeste. Com a melhoria da viabilidade econômica da cultura do milho no verão, entretanto, essa área poderá ser reduzida em razão da necessidade da rotação de culturas para o enfrentamento de problemas fitossanitários.
O mesmo artigo aponta que o cultivo de soja e milho safrinha deverá continuar como a principal combinação de culturas para a região, mas outras culturas passam a apresentar boa viabilidade, criando condições para a diversificação do cultivo e a composição de sistemas mais eficientes de produção.
Para entender as particularidades das cultivares de soja e o seus comportamentos de acordo com cada situação, baixe o pdf e leia os resultados dos experimentos conduzidos em campos demonstrativos pela Fundação MS.