Novas cultivares de soja adaptadas ao oeste baiano

Variedades BRS 313, BRS 314 e BRS 315 apresentam desde ciclo mais precoce até transgenias, como resistência ao herbicida glifosato

Kamila Pitombeira
Grãos

Lançadas especificamente para a região oeste do estado baiano, novas variedades de soja, como a BRS 313, a BRS 314 e a BRS 315 foram lançadas pela Fundação Bahia, em parceria com a Embrapa, e apresentadas no último evento Passarela da Soja, que aconteceu no dia 12 de março, no distrito de Roda Velha, em São Desidério, Bahia.

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De acordo com Amauri Stracci, presidente da Fundação Bahia, entre as três variedades apresentadas, está a BRS 313, que apresenta um ciclo mais precoce, ou seja, mais curto. Já a BRS 314, conta com um ciclo mais intermediário, ou seja, um ciclo médio.

– A BRS 315, uma soja de ciclo médio, já apresenta o advento da transgenia RR, resistente ao herbicida glifosato – afirma Stracci.
 
Amauri explica ainda que o foco para o desenvolvimento das sementes foi mesmo o oeste baiano. Segundo ele, o objetivo é levar em consideração os problemas da região e, em cima desses problemas, desenvolver as variedades adaptadas, resistentes e tolerantes aos problemas.

 – Essa é a grande vantagem em termos uma variedade própria do oeste baiano – diz.

Segundo o pesquisador, as três variedades devem ser plantadas como cultura principal, de verão, no estado baiano. Já a época ideal para plantio, varia em torno do dia primeiro até 25 de novembro, quando a produtividade é melhor. Além disso, Amauri também indica a rotação de culturas.

– O produtor deve fazer uma boa rotação de cultura, tirando soja, colocando milho e entrando com o algodão, para que as plantas possam absorver alguns nutrientes que outras culturas não absorveram. Com essa rotação de culturas, também conseguimos eliminar vários problemas, principalmente em relação a nematóides e mofo branco – conta.

Stracci conclui que, com uma boa rotação de culturas na lavoura e uma semente de boa qualidade, resistente ao problema específico de cada produtor, uma melhor produtividade pode ser alcançada.

Já em termos de custo, o pesquisador diz que o valor das sementes desenvolvidas pela Fundação não difere do preço de uma semente normal, que já se encontra no mercado, com exceção da variedade 315, por ser RR.

– Isso porque, na hora que o produtor compra a semente RR, ele recolhe um royaltie para usar a tecnologia da Monsanto – explica.

Para mais informações sobre as cultivares apresentadas na Passarela da Soja, basta entrar em contato com a Fundação Bahia através do número (77) 3639-3132.