O pesquisador Carlos Riede, da área de Melhoramento e Genética Vegetal do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), está a frente do projeto que atende à crescente demanda por cultivares de trigo mais produtivas e estáveis. Recentemente, foram lançadas três variedade, apresentando melhoria dos componentes de resistência às doenças e intempéries climáticas.
As seleções e cruzamentos foram feitas inicialmente na estação experimental de Londrina, passando ao campo apenas na fase de testes das linhagens. Além do Paraná, uma parceria entre o Iapar, a Embrapa e a Fundação Meridional possibilitou que essas avaliações contemplassem também os estados de São paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
— Buscamos desenvolver materiais de alto perfilhamento, porte mais baixo, ciclo médio a precoce, resistência ao acamamento e à debulha, para que o material não debulhe antes da colheita — detalha Riede.
Em 2008 foram apesentadas as cultivares a IPR 130 e a IPR 136. A primeira tem características panificadoras com alto nível de glúten. Já a IPR 136 é melhoradora de qualidade, ou seja, é amplamente utilizada pela indústria para elevar o potencial do trigo mais fraco nos processos de mistura.
A IPR 144, ainda em fase de geração de sementes, demonstrou potencial de enfrentamento à brusone, doença causadora de importantes prejuízos aos trigais nacionais. A variedade também exibe ciclo precoce e tem ótima vocação de adaptação.