Com uma produção de 26 milhões de toneladas, em uma área de 1,8 milhões de hectares e uma produtividade de 14 toneladas por hectare, o Brasil ocupa, hoje, o terceiro lugar no ranking mundial da cultura. Por isso, a Empresa Matogrossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) elaborou diretrizes técnicas que podem aumentar em até 30% o desempenho das lavouras de mandioca no Mato Grosso, chegando a 20 toneladas por hectare. O documento reúne um conjunto de orientações para o cultivo com menor custo para os agricultores.
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O objetivo da diretriz é abordar os principais pontos para garantir retorno ao investimento. Entre os pontos tratados está a seleção de material de plantio. As manivas, como são chamadas, devem ser retiradas de plantas sadias, com idade entre 10 e 14 meses. Segundo Almir de Souza Ferro, diretor técnico da Empaer, é importante que elas tenham um tamanho de 15 a 20cm, diferente dos 5 a 10cm que eram comumente utilizados na cultura. Esses valores foram estipulados a partir de pesquisas da Embrapa no Estado e em outras regiões do país e Almir garante que isso reflete no desenvolvimento das plantações.
Também é determinante para o crescimento a época de plantio. De acordo com o diretor da Empaer, no Mato Grosso, os meses ideais para colocar as manivas em campo são de setembro a novembro ou de fevereiro a março, podendo estender esse prazo para abril, caso o nível de chuvas seja alto. Além disso, a diretriz determina que o produtor deve manter a cultura limpa por 100 dias e fazer três capinas, aos 15 e aos 60 dias. Apesar de ser uma cultura resistente às diversas situações de solo e clima, produzindo em terrenos de baixa e média fertilidade, a mandioca tem sofrido com a lagarta mandarová, praga que tem trazido problemas aos agricultores e pode ser evitada com o controle mecânico da plantação.
— Orientamos que o produtor de mandioca faça visitas periódicas ao mandiocal, pois a mandioca, assim como todas as outras plantas, é passível de ataques de pragas e doenças. E, visitando constantemente, dá para se tomar providências no início do problema. A lagarta tem cinco estágios de desenvolvimento. Se o controle for feito até o terceiro estágio, o monitoramento é eficiente. Nos estágios posteriores, o produtor toma prejuízo pois usa produtos que não vão eliminar seu problema — alerta Almir, completando a lagarta é a mais devastadora praga da mandioca e causa danos aos ramos mais finos da planta.
Entre as mudanças trazidas pela nova diretriz está a indicação de certas variedades específicas para cada tipo de cultivo. Se a raiz é destinada para o consumo, são utilizadas a Liberata, muito conhecida no Estado, a Igarapé Vermelha e a Mandioca Pão, que possuem um ciclo de 9 a 12 meses. Para a produção de farinha ou fécula, variedades mansas Fécula Branca e Espeto, vindas do Paraná e Mato Grosso do Sul, são as mais indicadas, com ciclo de 14 a 18 meses. Almir ressalta que é essencial que o produtor faça a colheita no período correto, por conta dos teores de amido presentes nas raízes. Para isso, existem as variedades precoces, semiprecoces e tardias. Com o uso dos três tipos, o agricultor garante três épocas de colheita, com o escalonamento da produção.
Para maiores informações, basta entrar em contato com a Empaer pelo telefone (65) 3613-1700.
