Novas fontes de biodiesel testadas no Paraná

O girassol revelou resultados satisfatórios para produção de biodiesel, bem como para a substituição ao farelo de soja na alimentação de vacas leiteiras

Nivea Schunk
Nutrição Animal

A indicação de novas fontes de energia é o principal objetivo do projeto "Viabilização de espécies vegetais para biodiesel", do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Sob a coordenação da pesquisadora Dalziza de Oliveira, as pesquisas também observam o processo da prensagem de extração de óleo e a utilização das sobras para alimentação animal e adubação.

Conduzidos nos últimos cinco anos, os experimentos de campo têm testado espécies oleaginosas em diversas localidades do Paraná. Plantados em todo o estado há cerca de três anos, materiais do tipo perene, como o tung e o pinhão-manso estão entrando em fase de avaliação de potencial produtivo.

— No caso do amendoim e nabo forrageiro, desenvolvemos melhoramento vegetal. Há ainda a introdução de novidades, como o cártamo, original do México. Quanto aos sistemas extrativos de prensagem a frio, queremos adequá-los à utilização dos pequenos produtores e cooperativas rurais — revela Dalziza.

O teor de princípios tóxicos aferidos, por caracterizações em laboratório, nas tortas de resíduo tem sido verificado em casa de vegetação, no sentido de avaliar os riscos de contaminação no reaproveitamento para o solo e os animais.

O girassol, por exemplo, revelou resultados satisfatórios para produção de biodiesel, bem como para a substituição ao farelo de soja na alimentação de vacas leiteiras. Disponíveis para plantio, as culturas da mamona, amendoim e canola também se encontram em fase de zoneamento agrícola.