Novidades para rações de ovinos e caprinos

Alimentos volumosos, ricos em energia e proteína, são enriquecidos com compostos de minerais, vitaminas e outros aditivos que favorecem as criações

Breno Fonseca
Nutrição Animal

Lançados em novembro pela empresa Guabi Nutrição Animal, a linha de novos ruminúcleos destinados à composição de rações para ovinos e caprinos chega ao mercado para fornecer os nutrientes necessários ao sustento animal, que muitas vezes são insuficientes em alimentos volumosos, como silagem e capim. Com a adição de macro e microelementos minerais, vitaminas e outros aditivos, os concentrados protéicos ou energéticos oferecidos a ovelhas e cabras favorecem maior desempenho produtivo e reprodutivo.  

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De acordo com José Leonardo Ribeiro, gerente de produtos para ruminantes da Guabi, o mercado de suplementos para ovinos e caprinos é escasso. Os núcleos geralmente utilizados nas criações eram destinados a bovinos. Por isso, o objetivo dos ruminúcleos é oferecer opções para uma alimentação balanceada especialmente para os animais. José Leonardo explica que a inclusão dos minerais em concentrados de farelos de soja, trigo e milho ou de pastagens varia de 3 a 5%.  

Entre as fontes de macrominerais, estão cálcio e fósforo, fundamentais para o desenvolvimento ósseo dos dentes e para a energia do animal, e enxofre, sódio e magnésio, importantes para o desenvolvimento ruminal. Já os microelementos compostos por selênio, cobalto, iodo, cobre, manganês e zinco são incluídos em pequenas dosagens. Sempre levando-se em consideração as exigências nutricionais de cada animal.  

Como destaques lançados para os ovinos, o Ruminúcleo 40 ADE e o Ruminúcleo 40 RM ADE são formulados com 4% de fósforo, macro e microelementos minerais e vitaminais A, D, e E, e o 40 RM ADE contém a monensina sódica, mais conhecida como aditivo ionóforo, favorável à eficiência alimentar dos animais. José Leonardo comenta que, para cada 960 kg de ingredientes energéticos ou protéicos concentrados é necessário adicionar 40 kg do ruminúcleo desejado.  Para cordeiros em crescimento ou terminação é indicado fornecer de 1,5 a 2% do peso da ração formulada com rumínucleo e para ovelhas em lactação de 1 a 2%. Ou seja, o teor de nutrientes depende da fase de criação, qualidade do alimento volumoso e o desempenho esperado. O período de adaptação de pelo menos 14 dias também é fundamental para evitar distúrbios metabólicos.  

— Quando o cliente adiciona o núcleo, passa a ter possibilidade de maior desempenho produtivo e reprodutivo e automaticamente isso vai se traduzir em melhores índices zootécnicos. Com maior ganho de peso, o animal será abatido em menor período de tempo. Com maior produção leiteira, o custo por litro de leite será menor, o que traz retorno econômico. Se o pecuarista não faz a inclusão dos núcleos e deseja produzir a ração na fazenda sem as vitaminas e minerais, ele passa a ter um animal menos produtivo, obviamente com um custo imediato menor, mas com prejuízos na avaliação final — ressalta José Leonardo. 

A novidade no setor de caprinos é o Ruminúcleo Caprinos 40 ADE, completo e ideal para a formulação de rações. O produto é composto por 4% de fósforo, macro e microelementos minerais e vitaminais A, D, e E. Os índices de 4% de inclusão para este ruminúcleo é o mesmo que para os ovinos. No caso de ovelhas e carneiros, é preciso que o criador se atente ainda para a produção de lã, fator fundamental para definir os níveis de suplementação. 

A Guabi possui representantes em todo o Brasil. Para entrar em contato ou solicitar a visita dos técnicos, basta entrar em contato pelo telefone 0800-016-9090, de segunda a sexta, das 8h às 17h.