Novo fungicida combate todas as principais doenças da soja

Programa Battle AZ tem três princípios ativos e controla ferrugem, mofo branco e doenças de fim de ciclo como oídio, antracnose e mancha parda

Juliana Royo
Manejo

A soja é uma cultura afetada por muitas doenças e o produtor precisa monitorar constantemente a lavoura para ficar atento à sua plantação e conseguir agir a tempo de combater os problemas. Uma das dificuldades de controle enfrentadas pelos agricultores de soja era que cada produto encontrado no mercado combatia apenas um tipo específico de doenças. Mas acaba de ser lançado um fungicida que controla todas as principais doenças da soja porque reúne em sua fórmula três princípios ativos diferentes. O Programa Battle AZ combate a antracnose, o oídio, a mancha parda, a septoriose, o mofo branco e a ferrugem da soja.

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— Hoje em dia, nós temos produtos isolados que melhoram a ferrugem ou o mofo branco ou as doenças de fim de ciclo, mas o Battle AZ consegue, com uma única aplicação, controlar todas elas. Ele é uma mistura de um triazol, benzimidazol e uma estrubirulina. As principais doenças da soja hoje são as de final de ciclo, um complexo de doenças como a septoriose, a mancha parda, antracnose, o oídio e, principalmente, a ferrugem da soja, que se tornou uma doença extremamente importante causadora de muitos danos e que carece de um manejo e controle muito eficientes. Além destas, também podemos citar o mofo branco, principalmente no Goiás e na Bahia — explica Graciela Mognol, gerente de fungicidas da Cheminova Brasil.

Os problemas causados pelas diversas doenças da soja são variados e podem ser muito graves. A queda de produtividade varia entre 10% e 100%. No caso da ferrugem, se não houver um bom manejo integrado de doenças a plantação pode se perder por completo. A especialista explica que a maioria destas doenças causam uma necrose nas folhas, provocando a desfolha prematura e fazendo com que a folha não faça mais fotossíntese. Com isso, não há enchimento de grãos. Ela diz que outro diferencial do novo fungicida é a maior flexibilidade que ele dá ao produtor, já que pode ser aplicado tanto na fase vegetativa quanto no estágio reprodutivo. Mognol diz que o ideal é que seja feita uma aplicação em cada fase, mas diz que o número varia muito de acordo com o clima da região e, principalmente, o manejo do produtor que vai influenciar no grau de infestação da doença.

Mognol diz que simplesmente a aplicação do produto não tem um controle tão eficiente das doenças sem que o produtor faça também um bom manejo. Ela explica que é preciso ficar atento a cuidados básicos que começam pela escolha de uma boa variedade, o uso de sementes sadias e de boa procedência, tratamento de sementes, uma boa adubação equilibrada, e passam também pela rotação de culturas, o plantio com espaçamento adequado e dentro da época de plantio adequado para cada região, o respeito ao vazio sanitário e o monitoramento de doenças para só então fazer o controle químico com o uso de fungicidas.

— O produto já está no mercado, é só o produtor entrar em contato com os nossos representantes de venda em todo o Brasil. Mas ele não pode esquecer: é importante sempre visitar a lavoura, fazer o monitoramento e fazer uso de todas as ferramentas de manejo integrado para ter sucesso no campo. Depende muito do monitoramento que o produtor faz na lavoura e dos cuidados de manejo que ele tem — ressalta Mognol.