Diminuir os riscos da implantação do consórcio milho-braquiária nos Estados de São Paulo e Minas Gerais é o objetivo do novo zoneamento agroclimático realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste. A publicação, com os dados climáticos e recomendações de plantio de cada município, está sendo preparada e quase pronta para ser lançada. Ela terá as informações em dois formatos: em mapas e em tabelas. Pelos mapas, os produtores paulistas e mineiros poderão ver regionalmente qual é o cenário encontrado. Pelas tabelas, eles poderão localizar os municípios e consultar a melhor época do ano para o plantio do consórcio.
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— O zoneamento é uma ferramenta bastante útil para os produtores porque você, conhecendo o clima da região, tem o potencial da região para uma determinada cultura e descobre, dentro daquele ano, qual é a melhor época de plantio. É uma ferramenta de gestão bastante útil para minimizar o risco climático da implantação da cultura. Basicamente, os estudos de zoneamento levam em consideração dois tipos de dados: o conhecimento do clima da região e o conhecimento da exigência climática das culturas envolvidas, no caso o milho e o capim braquiária — explica José Ricardo Macedo Pezzotane, pesquisador Embrapa Pecuária Sudeste.
O pesquisador diz que no caso das duas culturas os maiores riscos estão relacionados à falta de água, ou seja, à escassez de chuva nas áreas onde são plantadas. Ele diz que o estudo é feito com base no histórico climático das regiões e que o zoneamento fica valendo enquanto a situação climática da área não mudar, o que, segundo Pezzotane, leva cerca de dez anos para acontecer. Isto significa que o novo zoneamento vale para os produtores paulistas e mineiros durante muitos anos.