A técnica de nutrição equilibrada do cafeeiro consiste no conhecimento ideal de aplicação de fertilizantes no solo. Sabendo exatamente do que e quanto o solo precisa, a adubação se torna muito mais precisa e barata. Para isso, são feitas análises de solo e de folhas por engenheiros agrônomos ou técnicos agrícolas contratados pelos produtores. No 11º Agrocafé, realizado este ano em Salvador, o pesquisador Alysson Fagundes, especialista em nutrição e podas do Procafé, ministrou um curso sobre o tema. Segundo ele, os produtores querem economizar onde não podem.
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— Um grande problema da implementação desta técnica hoje é que o produtor tenta economizar no mais barato e que vai dar mais benefício a ele que é o engenheiro agrônomo. No entanto, o bom engenheiro vai realizar melhores análises. O especialista vai retirar todas as informações necessárias para realizar o cálculo de uma adubação mais econômica possível visando maior produtividade. A base destas análises podem ser retiradas nas diversas literaturas que existem hoje no mercado como o manual de recomendações do Procafé, o boletim 200 de São Paulo e a 5ª aproximação de Minas Gerais — exemplifica Fagundes.
A técnica vale tanto para o pequeno produtor quanto para o grande produtor e pode ser aplicada em todas as regiões do país. Fagundes alerta que muitos pensam que quanto mais nutrientes e mais fertilizantes injetados no solo, cada vez maior será o ganho de produtividade, o que é um engano. Segundo ele, a produtividade do café não é diretamente proporcional à quantidade de fertilizante usado. Se o produtor utiliza 300 quilos de nitrogênio por ano e obtém de 30 a 40 sacas de café por hectare e quiser passar a usar 500 quilos de nitrogênio por ano isso não significa que ele vai conseguir 60 sacas por hectare. Ele vai ter que pagar por 200 quilos de nitrogênio para conseguir, no máximo, mais dez sacas de café, o que é economicamente inviável.
— A lei dos incrementos decrescentes diz que a produtividade das culturas não é diretamente proporcional às doses de fertilizantes aplicadas. Ou seja, eu posso aplicar quantidades exageradas de fertilizantes e não vou ter produtividade diretamente proporcionais. Dentre as diversas leis da fertilidade, também temos a lei do mínimo, que diz que a produtividade das culturas é limitada pelo nutriente que está deficiente, mesmo que os demais estejam em quantidades adequadas — explica.
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