Nutrição foliar: mais qualidade e resistência às plantas

Técnica promete aumentar a produtividade em até 8% e, quando bem aplicada, melhora a resistência contra doenças e pragas

Kamila Pitombeira
Nutrição Vegetal

Além de ativar o metabolismo da planta, utilizar doses menores e precisas de nutrientes, corrigir a deficiência nutricional da planta, apresentar menor custo por hectare e maior flexibilidade de aplicação, a nutrição folhar, técnica que vem ganhando cada vez mais espaço nas lavouras, ainda pode aumentar a resistência das plantas contra pragas e doenças.

|BARRA_AUDIO|

De acordo com Arnoldo Junqueira, doutor em fitotecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e um dos palestrantes do 2º GVS TEC, que acontecerá dia 19 de março, na cidade de Cristalina, em Goiás, a nutrição foliar passou a ser uma ferramenta de grande importância para o produtor rural. Mas é preciso ficar atento a alguns fatores que garantem o sucesso da técnica.

– O principal ponto que o produtor deve observar ao realizar o manejo são os fatores que afetam a absorção do adubo foliar. Isso porque ele precisa ter duas características fundamentais: alta solubilidade em água e alta concentração de nutrientes. Um adubo foliar só é eficiente quando apresenta cem por cento de solubilidade em água e a alta concentração de nutrientes – explica Arnoldo.

Além disso, o palestrante chama atenção para a origem da matéria-prima do adubo, cujas fontes devem ser cloretos, sulfatos e nitratos. Segundo ele, é preciso ficar atento às fontes de óxidos e carbonatos, que são de baixíssima solubilidade para a planta.
 
Existem ainda, alguns fatores que podem dificultar a absorção, como características relativas à planta ou ao meio ambiente, tipo de solução pulverizante, fontes de nutrientes versus absorção e técnica de aplicação.

– Durante a aplicação, deve ser usado equipamento adequado, ou seja, pulverizador de alta qualidade. Também é importante que a planta tenha alta molhabilidade, ou seja, que toda ela receba a solução pulverizante – diz Junqueira.

Outro ponto importante abordado por ele é o horário da aplicação. O palestrante afirma que o melhor horário é o da manhã ou final da tarde, quando a absorção pela planta é maior. Já durante o dia, com a alta temperatura, muita luminosidade e baixa umidade relativa, a capacidade de absorção fica reduzida.

– O tamanho da gota também é importante. Ela deve ser fina para que não haja escorrimento – explica.

Para mais informações, basta entrar em contato com a GVS através do número (61) 3601-1556.