Em lavouras de plantio direto, os caracóis encontram condições favoráveis para abrigo e reprodução. Nos últimos anos, populações elevadas são encontradas em lavouras de soja e milho que apresentam abundância de cobertura vegetal sobre o solo. Contudo, é bem comum encontrá-los também em hortas, jardins e estufas. Atualmente, além desses lugares, os maiores danos registrados foram em lavouras extensivas de soja, milho, feijão e trigo.
Os caracóis do gênero Bulimulus spp. (Mollusca, Bulimulidae) foram identificados no sul do país, como mostra as pesquisas da Fundação MS. De acordo com o pesquisador Ricardo Barros, estes caracóis estão sendo considerados os prováveis causadores de danos em lavouras da região Centro Sul de Mato Grosso do Sul.
Descrição e biologia
Caracterizados com coloração branco leitosa, estes moluscos apresentam aproximadamente diâmetro de 0,2 milímetros. A presença dos caracóis nas lavoura é denunciada ao deixarem rastros de muco no solo e sobre as plantas quando se locomovem. Seu lugar de abrigo escolhido é sob touceiras de restos culturais ou plantas daninhas, que lhes proporciona um ambiente úmido e proteção da radiação solar, além de abrigá-los contra a ação de aves.
Quanto ao local de ataque, os caracóis preferem a parte aérea das plantas, e agem raspando com a língua o tecido vegetal causando danos semelhantes a de insetos mastigadores. Mesmo com hábito noturno, os caracóis também aparecem em dias nublados com elevada umidade do solo e temperaturas amenas. Com isso, o problema se agrava em solos de baixa fertilidade e/ou com fraca adubação, pois as plantas terão menor arranque inicial permanecendo por um período mais prolongado na fase mais suscetível a esta praga.
Saiba mais sobre o assunto