Ocorrência de caracóis em lavouras de milho

Segundo pesquisas da Fundação MS, as lavouras da região Centro Sul de Mato Grosso do Sul são as que mais sofrem com os danos causados pelos caracóis

Aline Jesus
Pragas

Em lavouras de plantio direto, os caracóis encontram condições favoráveis para abrigo e reprodução. Nos últimos anos, populações elevadas são encontradas em lavouras de soja e milho que apresentam abundância de cobertura vegetal sobre o solo. Contudo, é bem comum encontrá-los também em hortas, jardins e estufas. Atualmente, além desses lugares, os maiores danos registrados foram em lavouras extensivas de soja, milho, feijão e trigo.

Os caracóis do gênero Bulimulus spp. (Mollusca, Bulimulidae) foram identificados no sul do país, como mostra as pesquisas da Fundação MS. De acordo com o pesquisador Ricardo Barros, estes caracóis estão sendo considerados os prováveis causadores de danos em lavouras da região Centro Sul de Mato Grosso do Sul.

Descrição e biologia

Caracterizados com coloração branco leitosa, estes moluscos apresentam aproximadamente diâmetro de 0,2 milímetros. A presença dos caracóis nas lavoura é denunciada ao deixarem rastros de muco no solo e sobre as plantas quando se locomovem. Seu lugar de abrigo escolhido é sob touceiras de restos culturais ou plantas daninhas, que lhes proporciona um ambiente úmido e proteção da radiação solar, além de abrigá-los contra a ação de aves.

Quanto ao local de ataque, os caracóis preferem a parte aérea das plantas, e agem raspando com a língua o tecido vegetal causando danos semelhantes a de insetos mastigadores. Mesmo com hábito noturno, os caracóis também aparecem em dias nublados com elevada umidade do solo e temperaturas amenas. Com isso, o problema se agrava em solos de baixa fertilidade e/ou com fraca adubação, pois as plantas terão menor arranque inicial permanecendo por um período mais prolongado na fase mais suscetível a esta praga.

Saiba mais sobre o assunto

Método de controle dos caracóis

Controle químico dos caracóis