Com o intuito de identificar promissores negócios na região do Vale do São Francisco, novas culturas foram introduzidas no semiárido nordestino. Uma delas é a oliveira (Olea europaea), que está sendo testada quanto à viabilidade comercial na região. Essa foi uma das estratégias usadas para dinamizar o agronegócio do Nordeste.
Foi identificado, em março de 2008, o fungo endofítico – que vive no interior da planta – Nigrospora sp., causador de manchas foliares nas plantas de oliveira, no campo experimental de Bebedouro, no município de Petrolina (PE). A doença foi diagnosticada nas cultivares Coratina e Pisholine, cujos sintomas foram os de manchas circulares e necróticas, distribuídas no limbo foliar.
Realizou-se um isolamento patógeno em meio BDA (meio de cultura composto por Batata-Dextrose-Ágar), com incubação de dez dias. Após o período, observou-se a colônia de aspecto cotonoso, com coloração esbranquiçada que rapidamente se tornava cinzenta. Foi executada a inoculação artificial em tecidos sadios da hospedeira, por meio de ferimentos da superfície da folha, com posterior deposição de discos contendo estruturas do patógeno.
O processo envolveu a manutenção das plantas em câmara úmida por quarenta e oito horas. Depois de oito dias de inoculação, os sintomas foram reproduzidos e o fungo novamente isolado, comprovando a infecção por Nigrospora sp. nas oliveiras – primeiro caso dessa doença em olivas registrado no País.