Causada pelo fungo Colletotrichum truncatum, a mancha-café está entre as doenças que limitam a produção e a qualidade sanitária das sementes de feijão-caupi em Roraima. O patógeno foi identificado pela primeira vez no Estado durante o ano de 2004, em Mucajaí (RR).
Já em 2007, vários focos da mancha-café foram observados nos ensaios de linhagens elites realizados no campo experimental Água Boa e na vitrine tecnológica localizada na sede da Embrapa Roraima, em Boa Vista. O mesmo fungo é o agente causador da antracnose da soja e também da sarna do feijoeiro e da antracnose do feijão-fava.
Os outros males relatados na cultura roraimense do caupi são mela ou murcha da teia micélica, cercosporioses, bacteriose e murcha-de-esclerócio.
Os agricultores poderão perceber os sintomas da mancha-café observando as folhas e ramos das plantas, pois o escurecimento das nervuras aparece nas duas faces da folha de feijão-caupi. Nos ramos, as manchas começam pequenas, na coloração marrom-escura, café ou parda com borda escura, depois toda a planta passa a apresentar manchas contínuas de coloração café.
Os pesquisadores ponderam que há poucas informações sobre essa epidemiologia. Mas sabe-se que o fungo pode sobreviver em restos de cultura e ser transmitido por sementes, e ainda é capaz de infectar a partir dos estádios iniciais da cultura.
Outras observações são de que o vento e a chuva também ajudam a disseminá-lo pelo campo, assim como o uso da irrigação tem favorecido a disseminação da doença através dos respingos da água.