Com a finalidade de orientar os ovinocultores antes do período da monta, a Coordenadoria de Assistência Técnica Intergral (CATI), Regional Marília, organizou evento técnico para falar do manejo reprodutivo do rebanho na última sexta-feira, 29 de janeiro. A diretora Maria de Fátima Caetano Prado salienta que o trabalho de campo é voltado para a atividade sustentável, mostrando as raças adaptadas para a região, o manejo e o controle das verminoses, que retardam o ciclo de desenvolvimento da atividade.
— Por meio de levantamento a campo e de estudos realizados junto aos pequenos produtores, foram verificadas as necessidades e elaboradas as soluções para que eles possam se preparar antes do período, de maneira que a relação custo-benefício durante o ciclo reprodutivo do animal seja benéfica em relação aos ganhos de mercado – comenta.
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Manejo zootécnico |
Na ovinocultura em sistema de pastejo normal, leva-se de cinco a seis meses para o abate. Com manejo zootécnico, pastejo orientado, controle sanitário e de verminoses e adequação das raças, esse período é reduzido para cerca de três meses e meio a quatro meses, os animais têm melhor carcaça e a carne é mais macia e de qualidade. Dessa maneira, é possível efetuar as vendas no mercado mais cedo, representando um ganho significativo, de acordo com Maria de Fátima.
O trabalho faz parte do Plano Municipal de Desenvolvimento da Ovinocultura Sustentável, que busca, por meio de atividades participativas com as comunidades, as principais cadeias produtivas de interesse nos municípios, de forma a fortalecer e organizar essas cadeias. Todos os municípios e agricultores familiares são assistidos pelas Casas de Agricultura, com suporte técnico do governo do estado, e quando o sistema estiver totalmente estabelecido, será dado novo enfoque com vistas à inseminação artificial dos ovinos na propriedade.
