A pesquisa sobre a verrugose do maracujazeiro, da Embrapa Cerrados, tem a função precípua de padronizar a inoculação e quantificar a intensidade da ação da doença sobre a planta. A criação de uma escala de avaliação a partir desses dados, viabilizará a comparação entre trabalhos similares desenvolvidos de norte a sul do país. O intuito é identificar o período do ano e as regiões mais suscetíveis à contaminação.
Causadora de desfolha precoce e atraso produtivo quando ataca nas fases de muda e implantação, a doença pode causar até a morte da planta. De acordo com o pesquisador Angelo Sussel, o aparecimento de verrugas na superfície dos frutos causa rejeição nos consumidores e inviabiliza a comercialização in natura. Portanto, as safras ficam restritas à manipulação industrial, reduzindo a margem de lucros dos produtores.
— Atualmente estamos em processo de coleta e identificação das características de isolados do fungo causador da verrugose. Esse material relacionado à variáveis climáticas interferentes no processo de infecção permitirá a elaboração de procedimentos, que contemplarão vários tipos de maracujazeiros com diferentes níveis de resistência — explica ele.
Localizado no municpio de Planaltina, Distrito Federal, o experimento será conduzido em casas de vegetação com ambientes controlados de temperatura, umidade relativa e molhamento foliar. A instalação de estações meteorológicas permitirá o acompanhamento do progresso da doença no campo. E a expectativa é que em alguns anos também sejam selecionadas cultivares mais tolerantes à ação destruidora do fungo.