
Realidade cada vez mais presente em usinas do setor sucroalcooleiro, a co-geração de energia a partir da queima da palha da cana é possível utilizando-se máquinas para o recolhimento e armazenamento das sobras que anteriormente ficavam na lavoura. Na hora de investir em uma máquina que propicie este tipo de aproveitamento do material, é importante que se avalie a capacidade de processamento e questões como durabilidade, facilidade operacional e baixo custo de manutenção. Chamadas de enfardadoras, elas oferecem uma opção bastante robusta para os produtores que querem aproveitar ao máximo suas lavouras de cana-de-açucar.
O uso da palha de cana para a co-geração energética complementa também o uso do bagaço da planta que assim como a palha, pode ser queimado gerando energia. A correta obtenção da energia de palhada e bagaço constituem mais de 60% da energia contida na planta de cana-de-açucar, com o restante sendo obtido diretamente do álcool. O dado é ainda mais relevante quando se lembra que grande parte dessa palha que hoje gera energia, era deixada no campo, servindo apenas para prevenir erosão e garantir a qualidade do solo. Lembrando que para estes aspectos, a orientação é que cerca de 30% a 50% da palha seja mantida, dependendo do tipo de solo, umidade e pluviosidade da região, para suprir essa necessidade. Com estes dados, é possível concluir que essa margem de mais da metade do material que era deixado no solo não estava sendo aproveitado.