Pantanal: tecnologia garante pecuária sustentável

A pecuária sustentável é um modelo que muitos veem como uma contradição. Mas, segundo um estudo da Embrapa Pantanal, realizado pelo pesquisador Urbano Gomes Pinto de Abreu, a existência de uma atividade pecuária que não prejudique o meio ambiente é possível, principalmente, através da introdução de tecnologias.

Monique Dutra
Manejo

A pecuária sustentável é um modelo que muitos veem como uma contradição. Mas, segundo um estudo da Embrapa Pantanal, realizado pelo pesquisador Urbano Gomes Pinto de Abreu, a existência de uma atividade pecuária que não prejudique o meio ambiente é possível, principalmente, através da introdução de tecnologias.

"É possível uma pecuária sem prejudicar o meio ambiente"

 Urbano Gomes,
 da Embrapa Pantanal

 O trabalho vem sendo desenvolvido há oito anos através do monitoramento de fazendas nas sub-regiões da Nhecolândia e Paiaguas (MS), principais áreas de criação de gado de corte. Com base nesses dados, a Embrapa Pantanal criou o índice de sustentabilidade econômico, ambiental e social para a produção da região.

As principais tecnologias empregadas são: estação de monta, avaliação da melhor linhagem de touro nelore adaptada à região, desmama antecipada, descarte técnico de vacas, sistema de gestão e conscientização dos trabalhadores rurais.

Segundo o pesquisador, com a implementação das tecnologias ao longo do tempo e o acompanhamento da  parte econômica e ambiental para saber como o meio ambiente reagiria, principalmente na questão das pastagens nativas, foi possível obter um resultado muito bom.

— O  que verificamos nas fazendas que acompanhamos foi que a introdução das tecnologias aliadas ao uso de uma área pequena de pastagem nativa, em torno de 5% a 10%  das propriedades, resolveu perfeitamente a  produtividade e garantiu a sustentabilidade sem prejudicar o meio ambiente.